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Agronegócio

Moagem de cana do Centro-Sul deve crescer 1% no novo ciclo, diz Safras

23 fevereiro 2019 - 06h29

A moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil, principal região produtora do país, alcançará 570 milhões de toneladas na nova temporada (2019/20), aumento de 1% ante o registrado no ciclo passado, estimou na sexta-feira (22) a consultoria Safras & Mercado, em sua primeira previsão para o novo ano.

O Centro-Sul responderá por 93,75% da safra brasileira, que foi estimada pela Safras em 608 milhões de toneladas, ante 600 milhões de toneladas na temporada anterior.

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O crescimento na produção de cana no Centro-Sul, cuja moagem começa oficialmente em abril, é justificado pelas chuvas benéficas registradas em fevereiro e que devem se prolongar por março e abril.

Segundo o analista Maurício Muruci, as precipitações têm potencial de recuperar os canaviais depois da estiagem verificada entre a segunda metade de dezembro e o final de janeiro.

Já a produção de açúcar da região foi estimada em 28 milhões de toneladas, 5,66% acima de 2018/19. O Brasil no total deve produzir 30,3 milhões de toneladas da commodity, uma alta de 6,32%, de acordo com relatório da consultoria.

"O crescimento esperado está relacionado com uma recuperação modesta nos preços internacionais neste início de 2019 e com a desvalorização do real frente ao dólar, além da queda projetada para a Índia, principal competidora brasileira no mercado global", disse Muruci.

Etanol
Para o etanol, a expectativa é de uma produção total do país de 34,44 bilhões de litros, volume que inclui o biocombustível de milho, que tem crescido no país.

Essa produção, se confirmada, representará crescimento de 6,36% na comparação com a temporada 2018/2019, puxado pelo etanol hidratado, usados nos veículos flex.

"Com uma demanda muito firme para o biocombustível no país e com os preços da gasolina avançando no início do ano, as usinas devem continuar priorizando o etanol na matriz de produção", apontou Muruci.


Por outro lado, acrescentou ele, a oferta de etanol anidro tende a continuar caindo face ao consumo estagnado da gasolina.

Muruci explicou que a obtenção de um crescimento maior na produção de açúcar e etanol, em relação ao pequeno aumento da moagem, ocorre por fatores como a maior fabricação do biocombustível hidratado, que tem água contida, em detrimento do anidro.

Variedades de cana com maior sacarose, assim como a renovação de canaviais, também colaboram com o crescimento maior da produção de etanol e açúcar.

"Importante salientar que há um ajuste negativo por parte do anidro que compensa essa diferença, sendo que o restante se dá em termos de ganhos produtivos, não esquecendo que a oferta de hidratado também comporta o biocombustível feito a partir de milho, que tem crescido de forma importante desde a safra anterior", destacou o analista.

G1

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