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RURAL

MS ganha 17 estações meteorológicas para monitorar clima e ajudar produtor

Por Carol Assis
O governo ampliou a cobertura da rede de monitoramento do tempo e clima de Mato Grosso do Sul para 80% das áreas produtivas do Estado graças à instalação de 17 novas estações meteorológicas. Os dados gerados por esses equipamentos vão ajudar na adoção de medidas para maximizar os rendimentos no campo, além de adequar as plantações às melhores épocas de cultivo e a ocupação de áreas inativas.
O lançamento desses novos polos agrometeorológicos foi na sexta-feira (27) no auditório da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

Jaime Verruck, titular da pasta, explica que por meio de sistemas avançados de georreferenciamento já foi possível descobrir em quais municípios será preciso montar novas estações para que a rede de cobertura alcance todo o território estadual.

?Temos ainda uma deficiência na costa leste. Hoje, nós precisamos de seis a sete novos equipamentos para cobrir cem por cento, mas com esse nível atual de abrangência a decisão é estritamente técnica, pois há uma tranquilidade, mas nós sabemos que elas deverão ser instaladas em Inocência, Figueirão, Taquarussu e no Pantanal?.

Cada unidade é equipada com um barômetro (mede a pressão atmosférica), higrômetro de ar e solo (mede a umidade), anemômetro sônico (força e direção dos ventos), pluviômetro (quantidade de chuva), piranômetro (radiação solar), para-raios e um computador para transmitir esses dados via internet em tempo real.

As informações são encaminhadas para o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo, Clima e Recursos Hídricos) onde são transformados em boletins; e para o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), onde compõem um banco nacional.

Os 15 novos equipamentos ficam em Ribas do Rio Pardo, Bonito, Bandeirantes, Camapuã, Pedro Gomes, Nova Alvorada do Sul, Itaporã, Fátima do Sul, Caarapó, Laguna Carapã, Aral Moreira, Iguatemi, Angélica, Nova Andradina, Santa Rita do Pardo, Brasilândia e Selvíria.

Desses municípios, 15 estão na bacia hidrográfica do Rio Paraná e dois na do Paraguai. ?Essas estações, para se ter uma ideia, é como se tivesse um equipamento de celular lá para o envio das informações, que é feito diariamente. Nós ainda não colocamos no Pantanal porque lá a transmissão terá que ser feita via satélite, então ela vai ter que ter uma tecnologia um pouco diferente?, explica Verruck.

O projeto foi coordenado pela Semagro com recursos do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e contrapartida do governo do Estado. Contou ainda com apoio técnico da Fundems (Fundo de Desenvolvimento das Culturas do Milho e da Soja de Mato Grosso do Sul) e parcerias com a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul), com as prefeituras e sindicatos rurais dos municípios onde as estações estão instaladas.

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