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POLÍTICA

Nome de Eduardo Bolsonaro causou perplexidade no Itamaraty

Apesar disso, diplomatas experientes avaliam que amizade de deputado com Ivanka Trump pode ser vantagem

12 julho 2019 - 12h00

BRASÍLIA - A notícia de que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) poderá ser o novo embaixador brasileiro em Washington causou perplexidade no Itamaraty. Segundo diplomatas ouvidos pelo GLOBO, até esta quinta-feira havia a expectativa que o escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro fosse um funcionário da carreira, como Nestor Forster, encarregado de negócios da embaixada nos Estados Unidos e com cerca de 30 anos de experiência na área.

Apesar da surpresa, diplomatas experientes avaliam que Eduardo Bolsonaro pode ter vantagens que poderão ser aproveitadas diplomaticamente nas relações entre Brasil e EUA . A principal delas consiste no fato de o presidente Donald Trump conhecê-lo pessoalmente. O parlamentar é, inclusive, amigo pessoal de uma das filhas de Trump, Ivanka Trump, bastante influente no governo americano.

— Eduardo Bolsonaro já tem todas as portas abertas para ele nos EUA. Ele conhece todo mundo — disse uma graduada fonte do governo brasileiro, referindo-se aos contatos que o deputado mantém com políticos americanos conservadores e formadores de opinião.

Uma outra fonte ligada ao Palácio do Planalto revelou que a ideia de colocar Eduardo à frente da embaixada foi sugerida recentemente a Jair Bolsonaro. A sugestão foi levada ao presidente da República por conselheiros "próximos e muito familiarizados" com a política americana.

Em Brasília, comenta-se no Itamaraty que, salvo se a Casa Branca já soubesse informalmente a respeito da possível ida do filho do presidente brasileiro para Washington, o governo brasileiro cometeu uma gafe diplomática. Isto porque ajudou a tornar pública a informação antes mesmo de Washington conceder a autorização ao nome do deputado,o chamado agrément.

Apesar da simpatia que desperta em Trump e no governo americano, Eduardo Bolsonaro tem como desvantagem a pouca experiência em relações internacionais, segundo fontes da área diplomática. Além da pouca idade para se tornar um embaixador —  ele tem 35 anos, a idade mínima para o cargo—,  o filho do presidente da República só começou a se familiarizar com essa área há pouco menos de um ano. Essa realidade preocupa embaixadores.

 

Com informações, O Globo.

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