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MEIO AMBIENTE

Novo cartão postal, Mirante do Pantanal só será menor do que o Cristo Redentor

Por Carol Assis
Desde a última sexta-feira (13), profissionais ligados ao fomento da cultura em Mato Grosso do Sul acampam no Morro do Paxixi, localizado no distrito de Camisão, município de Aquidauana. O portal de entrada do Pantanal Sul já é reconhecido por trilheiros e ciclistas da região por sua natureza deslumbrante com vista espetacular do nascer e pôr-do-sol. Aconteceu a visita técnica com integrantes da equipe responsável pelo novo projeto de grande porte turístico para a região: o Mirante do Pantanal.

O morro abrigará a escultura do renomado artista plástico sul-mato-grossense, Cleir Ávila. No mirante, uma arara azul estará de asas abertas para receber os turistas. Com 40 metros de altura e de envergadura, o monumento só será menor do que o Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que mede 73 metros de altura e atualmente é a obra mais alta do Brasil.

O projeto, que ainda será apresentado oficialmente ao Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, também passou pelas mãos do turismólogo Matheus Dauzacker, que falou com a equipe de reportagem do jornal 'O Pantaneiro'. Esse projeto é antigo, já deve ter 12 anos. Quando eu estava na Secretaria de Turismo do município, tentei buscar recursos, mas não fui feliz. Na época, o que a gente conseguiu foi o empenho de alguns deputados, mas a equipe não conseguiu levar pra frente. Agora, estamos refazendo um grupo, temos arquitetos, engenheiros, designers, ambientalistas, jornalistas, artistas, advogados, publicitários, especialistas em Cultura, explicou.

O turismólogo ainda demonstrou entusiasmo sobre o andamento. No momento em que estamos agora, já realizamos três reuniões e aumentamos as nossas expectativas. Essa obra terá uma importância fantástica para o nosso Turismo, para a questão do meio ambiente e da cultura de Aquidauana. Agora, colocaremos a ideia em prática, disse. 

Olhar do artista

Cleir, que também é um dos idealizadores do projeto, diz que o ponto de partida sempre foi fazer algo para destacar o deslumbrante cenário natural. Quando surgiu a ideia de fazer o Mirante do Pantanal, do Movimento Arara Azul, descobrimos, após uma pesquisa, que paxixi, na linguagem dos índios da região, significa panorâmico. Aí casou tudo. Há vários anos estamos trabalhando nesse projeto, que ficou por um tempo engavetado, mas agora reunimos uma equipe de pessoas que enxergam o quanto é positivo criar esse monumento aqui, para toda a região, destacou.

Para o artista da terra, Mato Grosso do Sul é conhecido, entretanto, o nome Pantanal é muito mais reconhecido mundo afora. Para ele, após a viabilização do mirante, o estado ficará ainda mais conhecido. Depois desse trabalho, com certeza todos saberão diferenciar muito bem Mato Grosso de Mato Grosso do Sul, brincou.

 O Mirante do Pantanal será o segundo trabalho de Cleir em Aquidauana. O primeiro foi a escultura da índia terena localizada na Praça dos Estudantes. Tenho várias obras em Bodoquena, Bonito, Campo Grande, mas esta é uma região que conheço desde guri. Meus amigos iam para Piraputanga e eu vinha para Camisão. Sempre gostei muito, tenho muita intimidade com esse lugar, numa época eu nem fazia escultura ainda, revelou o artista.

Com o aval do engenheiro Carlos Portugal, parceiro de Cleir neste e em projetos anteriores, a equipe também fez uso de drone para fazer o mapeamento do lugar.  A mais de 600 metros acima do nível do mar, o Mirante do Pantanal tem grande potencial turístico e artístico.

Queremos trazer outros atrativos e tornar o local permanente para eventos na região. Com certeza será um divisor de águas, pois a arara azul não representa apenas MS, mas todo o país. A intenção é fazer com que esse movimento seja, além de local, global, afirma Zito Ferrari, da Porongo Produções Culturais.

Acesso

A Estrada Parque Piraputanga, no trecho até Camisão, que estava em situação precária, já está sendo asfaltada, já que o local tem potencial para ser um dos pontos turísticos mais importantes de Mato Grosso do Sul.

Segundo o empresário e ativista cultural, Ricardo Figueiró, que no ano passado lançou livro sobre o célebre momento histórico da Retirada da Laguna, ressalta a importância desse monumento para o estado. Sou descendente de Pedro Rufino, comandante da cavalaria durante a Guerra do Paraguai. Estamos no maciço de Aquidauana, onde se refugiaram famílias brasileiras para observar as tropas paraguaias quando invadiram o então Mato Grosso. Agora, com esse novo empreendimento, é uma oportunidade de colocar o Brasil no âmbito empresarial de cultura, negócios e turismo, informou.

Também estiveram presentes no evento o Secretário de Turismo de Aquidauana, Humberto Torres; Coordenador da Defesa Civil, Mário Ravaglia; e, representando o 9º Batalhão de Engenharia e Combate, Major Niedson de Carvalho Mendonça. 
RACISMO NÃO!

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