Menu
Busca Qui, 21 de novembro de 2019
(67) 9.9928-2002
Volta da ditadura nas redes sociais!

Olavo de Carvalho conclama e bolsonaristas começam campanha por ditadura e novo AI-5

O escritor Olavo de Carvalho, guru de Jair Bolsonaro, defende uma ditadura militar e afirma que "só uma coisa pode salvar o Brasil: a união indissolúvel de povo, presidente e Forças Armadas". Miliciano virtual, Allan dos Santos, principal líder dos bolson

16 outubro 2019 - 13h30Por BRASIL 247

BRASIL 247 - O escritor Olavo de Carvalho, guru de Jair Bolsonaro, determinou uma nova frente de batalha nas redes sociais e pregou uma ditadura militar comandada pelo ocupante do Planalto. 

“Só uma coisa pode salvar o Brasil: a união indissolúvel de povo, presidente e Forças Armadas”, escreveu Carvalho nesta quarta-feira (16) pela sua conta no Twitter.

Allan dos Santos, principal líder dos bolsonaristasnas redes sociais, ambém usou a rede social para afirmar que “o povo” quer um novo AI-5, referindo-se ao Ato Institucional instituído em 13 de dezembro de 1968 pela ditadura, que resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, fechamento do Congresso, intervenções em estados e em municípios, e a institucionalização da tortura.

“O establishment quer ver Bolsonaro repetindo o AI-5, mas o que vejo é o povo querendo um novo AI-5 e ai de Bolsonaro caso tente parar o povo. Será varrido junto. Não há UM brasileiro que aceitará, caso a decisão do STF seja soltar os CRIMINOSOS EM MASSA. Lava Jato regnat”, afirmou Santos. 

Os post de Olavo de Carvalho e Allan dos Santos estão alinhados com o discurso de Jair Bolsonaro, que, mesmo antes de ser eleito, defendia a Ditadura Militar (1964-1985). Na votação do golpe conta Dilma Rousseff, por exemplo, em abril de 2016, ele, então deputado federal, exaltou Carlos Brilhante Ustra, ex-chefe do Doi-Codi de São Paulo e torturador na ditadura. Ao proferir seu voto, ele disse que o coronel é o "pavor de Dilma Rousseff" (veja aqui).

No mês passado, Bolsonaro defendeu a tortura e morte do brigadeiro Alberto Bachelet na ditadura militar chilena. Ele é pai da Alta Comissária da ONU Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile.

“Diz [referindo-se a Bachelet} ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, escreveu o ocupante do Planalto no Facebook (leia aqui).

Depois de eleito, Bolsonaro se atém mais a uma guerra ideológica, para culpar um "inimigo imaginário", pelo mal andamento da economia e dos serviços públicos. Também em setembro, em discurso na Assembleia Geral da ONu, ele disse que é preciso a "ideologia (de esquerda) invadiu a alma humana e deixou um rastro de miséria por onde passou". "A ONU pode ajudar na derrota ao ambiente ideológico", disse. "A ideologia invadiu nossos lares contra nossas famílias e tenta destruir a inocência de nossas crianças. O politicamente correto domina o debate público", complementou.


 


 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Terenos
Vereador acusa colegas de receber propina
Campo Grande
Estão fechando delegacia de polícia na capital
Campo Grande
Trad não retira sujeira das ruas da capital
Famosos
Zezé está hospitalizado
Campo Grande
Apesar dos protestos, Trad sufoucou CPI, que nem foi ventilada na Câmara municipal
Energisa
A falta da cara energia de todos os dias
Brasil
Caminhoneiros podem fazer greve
Porto Murtinho
Barragem está desmoronando desde 28 de outubro e não fazem nada
Bolívia
Traidor, general que deu voz de prisão a Evo vai para USA
Judiciário
Quando o judiciário é usado por supostos bandidos