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OPINIÃO

Posse de arma: aumento da violência doméstica ou defesa do cidadão?

Adaltro Albineli, militar da reserva, pensador, questiona com muita propriedade o Decreto da Bala. Postado na sua página de Facebook.

15 janeiro 2019 - 14h10

“A indústria de armamento está em festa! Entra em vigor a partir hoje (15/1) o decreto que autoriza a posse de arma. Para alguns especialistas, ter uma armar em casa, vai aumentar os acidentes fatais, suicídios, intimidação de mulheres e morte de crianças, e não diminuirá a violência no Brasil.”

E dai, abriu uma série de questionamentos…

 

Pra que armas, afinal?

O processo de pensar que o cidadão deve ser responsável pela sua segurança indica, apenas e claramente que o “Estado” não tem capacidade, perdeu, nunca teve, sei lá, condições de garantir a segurança pública.

Eu não sou responsável por me resguardar da violência, para isso pago altíssimos impostos que não são direcionados para um sistema prisional adequado, para forças de segurança aparelhadas, para profissionais remunerados de acordo com o seu penar e risco de vida.

Eu não tenho que substituir a segurança pública. Eu não tenho que exercer o papel de polícia, até porque caso reaja a um ataque, responderei em uma justiça incerta e insegura. Serei condenado, certamente.

Eu ainda pago o auxílio reclusão (Benefício devido apenas aos dependentes do segurado do INSS preso em regime fechado ou semiaberto, durante o período de reclusão ou detenção), por meio dos meus impostos, preferia pagar, seria mais salutar ressarcir às vítimas.

Quem está armado é o bandido, mormente com patologias que lhe impedem de ter o menor arrependimento numa confusa psicopatia ou sociopatia. “Com o centro emocional reduzido e sem funcionar direito, os psicopatas passam a não sentir medo. É por isso que eles quebram as regras da sociedade – pois não têm medo da punição”, Adrian Raine – psiquiatra inglês que dedicou sua vida a entender como surge o comportamento violento.

 

Curto, médio e longo prazo

A questão se resume em resolver o problema da violência no Brasil. Durante um longo período de tempo a discussão se deu em torno da desigualdade social, as agressões a serem sanadas pelo “politicamente correto”, as discrepâncias que geram a violência. Ah, o envolvimento de tantos o tráfico de armas e drogas, drogas e armas, exclusão social, ausência do Estado na solução de problemas. Nada resolveu. Hoje os marginais escorcham a polícia; hoje a polícia se vê impedida de cumprir seu ofício. Policiais mal pagos, desarmados, acuados. Se revidam aos ataques, sofrem punições e processos judiciais; quando encaminham os conhecidos marginais à Justiça, cruzam com eles, libertos, na saída das delegacias de polícia.

E os “de menor”? Esses estão impunes. Os bandidos lhes atribuem as ações que eles mesmo cometeram, porque eles são inimputáveis. Caso se confronte as palavras, a dos “cidadãos” que cometem crime, por vezes, têm mais peso do que a palavra dos policiais.

Risco por risco, de armar a população e arriscar um homicídio doméstico, talvez, nesse momento, a curto prazo, seja preferível pairar a dúvida aos marginais, se invadirão uma casa armada ou totalmente indefesa.

Se a coisa parar por ai, nenhuma mudança haverá, afinal, o que pode um cidadão portando uma arma calibre 38 contra os marginais armados de 9mm ou fuzil? É necessário um controle efetivo das fronteiras para conter a entrada de drogas e armas, irmãs siamesas a apavorarem e deixarem reféns a população.

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte:cenarioonline

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