Menu
Busca Sáb, 27 de fevereiro de 2021
(67) 9.9928-2002
POLITICA

Soraya Thronicke privilegia seu vice e sócio investigado por lavagem de dinheiro

19 janeiro 2019 - 13h04

A comissão executiva do Partido Social Liberal (PSL) no Mato Grosso do Sul, prestes a ser empossada, reflete a linha da senadora eleita Soraya Thronicke, que assume o comando total da legenda no lugar do empresário Rodolfo Nogueira, já excluíndo figuras dentro da sigla regional que não estão alinhados com seu grupo.

Colegas de sigla como os deputados eleitos Coronel David e Luis Ovando, foram sumariamente excluídos da executiva estadual do PSL, materializando uma postura que não traz nada de novo, pelo contrário, inclusive. O ex-presidente Rodolfo Nogueira e o delegado da Polícia Federal, Edgar Marcon, também foram isolados dentro da executiva estadual do partido.

No lugar dos antigos quadros do partido, agora entram Danny Fabrício, o sócio de Soraya, e a esposa do deputado estadual eleito Capitão Contar, Iara. Estes terão assentos de destaque, mesmo não tendo nenhuma relevância na política, que não sejam as ligações pessoais com parlamentares recém eleitos. Compõe ainda a executiva, Raquel Portioli, como primeira tesoureira , Raid Abdulahdi como segundo tesoureiro e Contar como vogal.

O primeiro vice-presidente do partido e ex-diretor-geral da Polícia Civil, Roverval Cardoso, também foi excluído. Rodolfo não somente organizou o partido, como é o primeiro suplente de Soraya, acima de Fabrício, que é o segundo, ou seja, não foi a suplência que norteou a indicação.

A oportunidade de se construir um partido amplo e plural, foi trocada pelo “compadrismo”, a ponto de excluir figuras com espaço em qualquer agremiação. A forma como foi montada a executiva do PSL, pode ser tudo, menos nova.

Sócio e Vice de Soraya responde por lavagem de dinheiro e advoga para o maior narcotraficante do Brasil.

Advogado que pediu bloqueio contra Reinaldo é suspeito de lavar dinheiro.

Ele advoga para Telexfree

Advogado campo-grandense que ingressou com ação popular contra o governador do Estado Reinaldo Azambuja e os empresários Wesley e Joesley Batista, Danny Fabrício Cabral Gomes está na lista de denunciados pelo MPE-ES (Ministério Público Estadual do Espírito Santo) por lavagem de dinheiro.

Cinco denúncias foram ajuizadas em março deste ano e dizem respeito a 15 pessoas ligadas à Telexfree, representada no Brasil pela Ympactus Comercial, a qual Danny é advogado. Os sócios-administradores da empresa, Carlos Roberto Costa e Carlos Nataniel Wanzeler, também estão na lista.

De acordo com o MPE-ES, os crimes aconteceram, em sua maioria, após a suspensão judicial dos cadastros de brasileiros na rede de divulgadores da Telexfree no País, ocorrida em junho de 2013 por determinação do TJ-AC (Tribunal de Justiça do Acre). A mesma decisão bloqueou R$ 600 milhões das contas da companhia.

Acusação

Ainda segundo as denúncias, os crimes de lavagem de dinheiro ocorreram de três formas, sendo elas por meio de compra de quatro veículos de luxo (uma BMW, um Toyota Corolla, uma Hilux e um Toyota Prius) pelos sócios da Telexfree, mas registrados no nome de terceiros.

Eles também permitiram que brasileiros ingressassem na rede, mesmo com decisão suspendendo as atividades no Brasil. Para isso, faziam cadastros diretamente na Telexfree internacional e providenciaram meios alternativos para movimentação de valores, mantendo as atividades ilegais

O dinheiro movimentado com a compra de créditos/dólares no sistema da Telexfree era utilizado para pagamentos de diversas despesas da mesma, inclusive do salário de funcionários. Além disso, a aquisição da Simternet Tecnologia da Informação ficou caracterizada como lavagem de dinheiro.

Com o nome fantasia de Voxbras, a companhia foi comprada com montante oriundo da Telexfree e foi usada para transferências monetárias entre os sócios. Isso, logo depois que houve bloqueio das contas bancárias, sendo forjado, inclusive, um contrato ideologicamente falso entre os denunciados para justificar os repasses, conforme o MPE-ES.

Judicialização

Segundo publicação do jornal capixaba Gazeta Online, no dia 9 de junho a Justiça proibiu a Voxbras de comercializar dois serviços: o VoxZap, aplicativo no mesmo modelo do Whatsapp, e o Pipz que funciona como um programa que acumula pontos para troca de produtos.

A ação pedindo o impedimento do uso dos aplicativos foi ingressada pelo Ministério Público do respectivo estado e acolhida pelo juiz Joaquim Ricardo Camatta. De acordo com a decisão, há indícios de que a Voxbras, que tem sede em Castelo (ES), esteja sendo usada “como forma de reestruturar ilicitamente a Telexfree”.

O magistrado observa que há confusão entre os sócios, Carlos Roberto Costa e Carlos Nataniel Wanzeler, “suspeita de transferência patrimonial para evasão de responsabilidades e terceirização de serviço sobre o qual não se tem garantia de idoneidade (…) entendo prudente acolher os requerimentos, evitando-se a reedição do malfadado esquema de pirâmide financeira, condicionando a disponibilidade do produto no mercado à prévia realização de perícia”.

À Gazeta, Danny, que também é advogado da companhia, explicou que, na prática, ambas têm sócios em comum, mas, para fins legais, não se pode considera-las como uma só.

Funcionamento

Os aplicativos foram lançados no final de abril pelos próprios sócios. O VoxZap faz ligações, envia mensagens de textos e videoconferência e concede premiações aos usuários que cumprirem tarefas como realização de check-ins, atualização do perfil e a visualização de vídeos pela plataforma.

A cada tarefa realizada aparecerá uma publicidade ao usuário. Primeiro do Google Adsensese depois dos parceiros. Desta publicidade que se alimenta ‘sozinha’ virá o dinheiro da bonificação.

Já o Pipz tem mensalidade de R$ 179,90 e serve para acumular pontos que podem ser aumentados a caga amigo que entrar no plano VoxZap Max. Os créditos podem ser sacados em dinheiro ou trocados por produtos em lojas cadastradas. (Com informações da Gazeta Onlline e MPE-ES.

Resultado de imagem para fotos da telexfree

 

Caso Pavão

O advogado Danny Fabrício Cabral Gomes, que tem escritório em Campo Grande e defende o traficante Jarvis Chimenes Pavão, ainda tenta no Supremo Tribunal Federal (STF) que ele fique no Paraguai. Hoje, Pavão foi extraditado para o Brasil e deve ser levado para o Presídio Federal de Mossoró, conforme o site Conjur. Depois do Paraguai ele seguiu para Brasília (DF).

A defesa do megatraficante tentou urgência na análise do pedido para evitar a extradição, mas a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, negou e determinou que a ação seja analisada na volta do recesso judiciário, em despacho dado na quarta-feira (27).

A principal alegação é que um dos chefes do tráfico de drogas na América Latina corre risco de ser assassinado por facções brasileiras. Ainda foi citada a Convenção Interamericana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) para argumentar sobre o envio de Pavão para território paraguaio. O condenado é casado com uma paraguaia, tem 10 filhos, além de ter cidadania do país vizinho.

“Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e moral”, estabelece a convenção citada pela defesa. O advogado ainda citou o assassinato do irmão do megatraficante, Ronny Chimenes Pavão, 38 anos, no Centro de Ponta Porã, em 14 de março deste ano.

Jarvis é investigado no Paraguai por envolvimento na execução do traficante Jorge Rafaat em Pedro Juan Caballero, ocorrido em junho de 2016. A morte de Rafaat estaria ligada a disputa pelo comando da distribuição de drogas na fronteira entra Brasil e Paraguai, em área onde fica Ponta Porã. O Comando Vermelho, grupo criminoso do Rio de Janeiro, teria participado desse crime.

A extradição de Pavão, que é natural de Ponta Porã, foi solicitada em setembro de 2004, depois de condenação pela Vara Criminal de Balneário Camboriú (SC) por tráfico de drogas. Ao mesmo tempo, o traficante também responde por ação no Paraguai, em Campo Grande e em Porto Alegre (RS).

No país vizinho, ele acabou preso em 28 de dezembro de 2009 e cumpriu oito anos de detenção pelo crime de lavagem de dinheiro. Ficou recluso em Assunção e depois de investigação do Ministério Público daquele país foi descoberto regalias que ele tinha na prisão, com cela especial.

REPERCUSSÃO

Forças de segurança dos dois países estão em alerta para desdobramentos por conta da transferência de Pavão para o Brasil. O jornal paraguaio ABC Color divulgou que o serviço de inteligência brasileira identificou que Capitán Bado e Pedro Juan Caballero, que fazem fronteira com Mato Grosso do Sul, concentram mais de 300 membros das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho.

Tudo porque nessa região está o trajeto para o transporte de maconha e cocaína, além de plantações de marijuana. Integrantes de grupo chefiado por Pavão teriam saído de suas “bases” por conta de possíveis represálias, informou o periódico paraguaio.

Resultado de imagem para fotos de jarvis pavão preso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fonte:msnews/correioestado

Deixe seu Comentário

Leia Também

Corumbá
Militares desrespeitam ordem e fazem festa no centro da capital do Pantanal
Campo Grande
Autódromo de Campo Grande tem evento com aglomeracão de pessoas
Pandemia de Covid 19
Brasil tem recorde de mortes por covid-19 pelo terceiro dia seguido
Covid 19 em MS
Capacidade de leitos hospitalares segue em situação crítica e número de casos continua aumentando
STF
STF concede domiciliar a empresário preso em operação contra Crivella
Turismo
Fornatur e ABEAR se reúnem para alinhar informações sobre acordos com empresas aéreas durante pandemia
Oportunidade
Vídeo sobre planejamento financeiro está disponível no canal da PGE/MS
Esporte
Estado faz repasses a clubes para a disputa do Estadual de Futebol 2021
Tempo e temperatura
Previsão do Tempo: Céu claro e altas temperaturas estão previstas para o fim de semana
Oportunidade
Seleção de profissionais para credenciamento na Escolagov segue até dia 31 de março