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RURAL

Zoneamento vai mapear 46 municípios de MS e verificar aptidão para grãos, cana, florestas plantadas e frutas

Por Carol Assis
Terceira fase do Zoneamento Agroecológico de Mato Grosso do Sul (ZAE) vai mapear com riqueza de detalhes, na escala de 1:100.00, as áreas de 46 município localizados na bacia do rio Paraná, totalizando 142,5 mil quilômetros quadrados, o equivalente a quase metade do território do estado.

Para a execução desta etapa do estudo foi assinado no início do mês em Campo Grande entre o governo do estado e o Embrapa, um aditivo no convênio de cooperação técnica entre as instituições, que prevê o investimento de aproximadamente R$ 3 milhões no levantamento.

De acordo com a Embrapa, a previsão é que essa fase do ZAE seja concluída até 2021. O levantamento vai verificar a aptidão destes municípios para o cultivo da soja, milho, feijão, cana-de-açúcar, pastagens, eucaliptos, pinus, seringueira, erva-mate, girassol, sorgo, abacaxi, banana, citrus, goiaba, manga, maracujá e melancia.

Segundo o pesquisador da Embrapa Solos (Rio de Janeiro) Silvio Barge Bhering, coordenador dos estudos, neste novo ciclo pretende-se unificar os estudos de solos e de zoneamento; interpretar os requisitos edáfico-climáticos das culturas; analisar a agrometereologia de Mato Grosso do Sul; mapear áreas de uso restrito por condicionantes ambientais; e incorporar estudos de água no solo e terras para Irrigação. O engenheiro agrônomo afirma que o ZAE traz novas abordagens para o estado, com potencial de subsidiar políticas públicas.

Com recursos do Fundo de Desenvolvimento das Culturas do Milho e da Soja de Mato Grosso do Sul (Fundems), gestão da secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), a execução do zoneamento é da Embrapa Solos, com apoio técnico das Unidades Gado de Corte (Campo Grande), Pantanal (Corumbá), Agropecuária Oeste (Dourados) e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer). Até julho, uma base física das pesquisas será instalada em Campo Grande.

A fase já completa do ZAE, encerrada em 2012, abrange 32 municípios da Bacia do rio Paraguai, na escala 1:100.000, tendo sido produzidos mais de 600 mapas e 3 mil páginas de estudos técnicos.
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