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Empresa investigada no PR tem contrato com cinco cidades de MS

26 abril 2018 - 15h11Por Alcides Bernal
Investigada pelo Ministério Público do Paraná (PR), a Kurica Ambiental, empresa de coleta de lixo, mantém contratos que somam R$ 4,2 milhões no ano para execução do serviço em cinco cidades de Mato Grosso do Sul.

Na quarta-feira (dia 24), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 150 mil da promotora Solange Vicentim, de Londrina, acusada de favorecer a empresa que faz a coleta de lixo daquele município. Estas informações foram divulgadas no dia pelo G1. Segundo o MP do Paraná, as negociações entre a promotora e a Kurica Ambiental ocorreram em 2015, quando um contrato de coleta em Londrina havia acabado.Esta empresa aparece com contratos vigentes desde 27 de novembro de 2017 com os municípios: Água Clara (R$ 576 mil); Inocência (R$ 360 mil); Paranaíba (R$ 2,1 milhões); Ribas do Rio Pardo (R$ 840.000,00) e Selvíria (R$ 33 mil).

Os valores são anuais e constam na edição do Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de MS) de 1º de dezembro de 2017. As partes envolvidas são o Cidecol (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento da Costa Leste), que engloba cidades da Costa Leste de MS, e o Consórcio Kurica/Buriti.


A empresa relacionada na investigação paranaense é Kurica Ambiental, enquanto na publicação no Estado aparece Kurica/Buriti.Conforme apurou a reportagem, ambas são do mesmo grupo, mas a primeira tem sede em Londrina e a segunda em Três Lagoas. Esta empresa, no portal, consta como CTR Buriti.

De acordo com a ata de preços, a licitação teve como objeto a prestação de serviços de coleta em local único, locação de contêineres, transporte e destinação final de resíduos sólidos em aterro sanitário licenciado.

O secretário executivo do Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento da Costa Leste, Mauro Gilberto Bremm, afirmou que 13 empresas chegaram manifestar interesse no contrato. Contudo, a Kurica Buriti foi a única a apresentar proposta quando a licitação dos municípios sul-mato-grossense foi aberta. As cidades foram colocadas na mesma concorrência como forma de tentar reduzir o preço final, afirma.

Investigação;  A apuração do Paraná aponta que a promotora alvo do bloqueio era responsável pela promotoria do Meio Ambiente. Ela teria pressionado a prefeitura de Londrina para que a Kurica fosse contratada para prestar o serviço de coleta de lixo.

Ainda segundo o G1, a promotora teria defendido a coleta com uso de transbordo, cuja capacidade técnica já havia sido informada pela empresa antes de vencer a licitação. A Justiça concluiu que não parecia admissível que um membro do MP sugira contratação de uma determinada empresa, valendo-se da autoridade de seu cargo.
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