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PONTA PORÃ

Empresário e tio do traficante Jarvis Pavão é assassinado em MS; polícia recolheu 190 projéteis de fuzil

Vítima estava em casa com a esposa quando atiradores derrubaram o portão com um carro.

17 janeiro 2019 - 12h27

O empresário Chico Gimenez, tio do traficante brasileiro Jarvis Ximenes Pavão, foi assassiando na madrugada desta quinta-feira (17), na casa dele, em Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande, região de fronteira com o Paraguai. Ele foi candidato a prefeito do município em 2016.

De acordo com a polícia, Chico estava com a esposa quando o um carro derrubou o portão da residência e homens fortemente armados desceram e atiraram. O empresário foi atingido no ombro e no braço. A mulher saiu ilesa.

No local do atentado, a polícia recolheu mais de 190 projéteis de calibre 556 e 762. Horas depois, quatro carros foram encontrados queimados no distrito de Sanga Puitã. Também foram recolhidas arquivos de câmeras de segurança.

Chico usava tornozeleira eletrônica. Ele havia sido preso pela Polícia Federal (PF) quando participava de uma reunião onde estaria sendo uma organizada uma resposta a uma facção inimiga a dele que atua no tráfico de drogas na região de fronteira com o Paraguai. 

Carros encontrados queimados em distrito de Ponta Porã — Foto: Mauro Almeida/ TV Morena

Carros encontrados queimados em distrito de Ponta Porã — Foto: Mauro Almeida/ TV Morena

Tráfico

O sobrinho de Chico, Jarvis Pavão, é apontado pela Polícia Federal como um dos maiores fornecedores de maconha e de cocaína para o Brasil. Atualmente ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.


Jarvis foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e ainda a 10 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão, por tráfico internacional de drogas.

Pavão também é investigado pelo assassinato de outro traficante brasileiro, Jorge Rafaat, em junho de 2016, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã. Rafaat sofreu uma emboscada e foi morto com tiros de uma metralhadora de guerra. A morte teria sido parte da disputa pelo controle tanto da venda como da produção de drogas na região.

Após a morte de Rafaat, a região de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã passou a ser cenário de constantes atentados. Foram 30 execuções em 2018. O Ministério Público do Paraguai e as polícias brasileiras falam em disputa entre facções pelo tráfico de drogas. Desde a morte de Rafaat, outros traficantes estariam disputando o controle do crime na região,

Entre as execuções estão de pessoas ligadas a Rafaat e a Pavão. Fora da fronteira, o ex-segurança de Rafaat, foi assassinado com tiros de fuzil em Campo Grande, em outubro do ano passado.

No início de dezembro, homens armados com fuzis e metralhadoras AK-47 atiraram no veículo em que estavam 4 pessoas, entre elas o sobrinho do narcotraficante Jarvis Pavão, em Pedro Juan Caballero. Nenhum deles ficou ferido porque o carro era blindado, porém, uma criança que passava pela rua foi atingida e precisou de atendimento médico.

Em novembro, a advogada argentina Laura Marcela Casuso, de 54 anos, foi executada em Pedro Juan Caballero. Ela teria morrido, segundo informações da polícia paraguaia, porque defendia Pavão. Com informações G1.

Armas e outros objetos apreendidos quando Chico Gimenez foi preso — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Armas e outros objetos apreendidos quando Chico Gimenez foi preso — Foto: Polícia Federal/Divulgação

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