Ider Ricardo Porto, de 25 anos, executado com ao menos dez tiros na sexta-feira (12), no distrito de Sanga Puitã, em Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, era integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e teria participado do plano de resgate de comparsas da facção que estavam presos na cidade paraguaia de Capitan Bado.

De acordo com o site Porã News, a vítima tinha várias passagens pela polícia. Em outubro de 2016, foi preso pela Polícia Nacional do Paraguai, por suspeita de participação no plano de resgate. Áudio interceptado pelas autoridades à época, ele e mais dois homens recebiam ordens da liderança para sacar dinheiro e preparar uma fazenda na fronteira entre Capitan Bado e Coronel Sapucaia,onde os presos resgatados seriam levados.

Ider e os outros dois homens estavam em  uma L200 com placas de Maringá (PR), transitando em atitudes suspeitas, quando foram abordados e o plano foi descoberto. Ider foi enviado para o Brasil e cumpriu pena em Campo Grande, até ser beneficiado com regime semiaberto. A suspeita é de que o assassinato dele esteja ligado com o tráfico de drogas.