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DOURADOS

Mandante de atentado contra marido em MS foi à delegacia enquanto crime ocorria para criar álibi

De acordo com o delegado de Dourados (MS), a mulher disse que era agredida constantemente pelo marido e decidiu "colocar um fim nisso" mandando matá-lo.

15 fevereiro 2019 - 07h30

A polícia apresentou na tarde de quinta-feira (14) em Dourados, os 6 suspeitos de atentado contra o empresário José Pereira Barreto, a mando de sua esposa. De acordo com o delegado Rodolfo Daltro, no momento do crime Valdirene Fiorentino da Silv, de 35 anos, estava na delegacia a fim de construir um álibi e não ser envolvida. Outros 6 homens foram presos por participação no crime, que a mulher confessou ser a mandante.

Segundo o delegado, o marido da suspeita havia registrado um boletim de ocorrência no último domingo (10) pelo desaparecimento da mulher. Nesta quarta (13) Valdirene foi à delegacia e disse que havia voltado para casa. Durante a conversa, o delegado foi avisado sobre o crime de atentado a um homem, e constatou em seguida que seria o esposo dela:

"Isso no entendimento dela seria uma prova de que não teria envolvimento, mas para a polícia, foi o contrário. Na hora a identificamos como suspeita. Ela pagou R$20 mil a um funcionário de sua confiança para que contratasse outras pessoas", explica o delegado. Daltro afirma ainda que a suspeita de que a mulher tivesse um relacionamento amoroso com um dos envolvidos no crime, não foi confirmada.

A advogada de Valdirene, Cristina Mota, preferiu não dar declarações porque ainda não havia conversado com sua cliente, mas relatou que Valdirene já chegou a ficar em coma por conta das agressões do marido.

Casamento conturbado
Segundo o delegado, a mulher disse que cometeu o crime porque ela e o marido viviam um casamento conturbado: "Ela falou que era agredida constantemente pelo esposo, cansou da situação e resolveu colocar um fim nisso", relata.

Segundo a polícia, Pedro Jorge Braga Câncio Júnior, de 29 anos, recebeu a mulher quando ela saiu de casa no domingo. Ele foi o responsável por contratar os homens que iriam executar o plano. Nas redes sociais, o suspeito, que trabalhava há dois anos na empresa de turismo do casal, exibia fotos com os patrões. De acordo com as investigações, na casa dele a polícia aprendeu um revólver e 8 mil reais.

O empresário está internado em um hospital particular da cidade, o estado de saúde dele não é grave.

G1MS

violência contra a mulher

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