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Dourados

Policial que matou bioquímico dentro de cinema em MS é solto após Justiça conceder habeas corpus

Dijavan Batista dos Santos estava detido no Presídio Militar Estadual de Campo Grande; ele assassinou o bioquímico durante uma briga por conta de uma poltrona.

14 agosto 2019 - 11h30

A Justiça concedeu pedido de habeas corpus e mandou soltar o policial militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, que matou com um tiro o bioquímico Júlio Cesar Cerveira Filho dentro de uma sala de cinema, em um shopping de Dourados (MS), de acordo com o advogado do policial, Benedicto de Figueiredo.

"O habeas corpus foi aceito pelo Tribunal de Justiça na quinta-feira (8), meu cliente está em casa. Não havia motivos para ele continuar preso, ele colaborou com a Justiça desde o princípio, entregou a arma, prestou socorro", afirmou o advogado.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar Ambiental que confirmou que Djavan está solto e trabalhando internamente no pelotão do Dourados, por determinação da Justiça.

 
Julio Cerveira foi morto dentro de sala de cinema em Dourados  — Foto: TV Morena/Reprodução

Julio Cerveira foi morto dentro de sala de cinema em Dourados — Foto: TV Morena/Reprodução

O crime

O policial e o bioquímico estavam com seus filhos para assistir a um filme infantil quando começaram a discutir por causa da poltrona que faziam uso. Eles brigaram e então houve o disparo que atingiu Júlio no tórax e o matou na hora. A sala de cinema estava cheia. Oitenta e cinco ingressos tinham sido vendidos.

A arma usada pelo policial era uma pistola ponto 40, sem registro, que o militar alegou à Polícia Civil que "usava-a de vez em quando".

"Ele alega que [a pistola] era de seu pai, da reserva do Corpo de Bombeiros, que faleceu há 2 anos e ele ficou com a arma. Em razão da arma ser leve, portátil, usava-a de vez em quando, já que a arma disponibilizada pela PM [uma Imbel MD7] é extremamente pesada", diz o depoimento tomado pelo delegado Rodolfo Daltro.

Câmeras de segurança do cinema registraram a briga. As imagens mostram o desentendimento entre o policial e a vítima até o momento em que se dirigem à porta do cinema, onde entraram em luta corporal seguida pelo disparo, mas não havia câmeras neste ponto do cinema.

Com informações, G1.

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