Menu
Busca Dom, 08 de dezembro de 2019
(67) 9.9928-2002
Dourados

Policial que matou bioquímico dentro de cinema em MS é solto após Justiça conceder habeas corpus

Dijavan Batista dos Santos estava detido no Presídio Militar Estadual de Campo Grande; ele assassinou o bioquímico durante uma briga por conta de uma poltrona.

14 agosto 2019 - 11h30

A Justiça concedeu pedido de habeas corpus e mandou soltar o policial militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, que matou com um tiro o bioquímico Júlio Cesar Cerveira Filho dentro de uma sala de cinema, em um shopping de Dourados (MS), de acordo com o advogado do policial, Benedicto de Figueiredo.

"O habeas corpus foi aceito pelo Tribunal de Justiça na quinta-feira (8), meu cliente está em casa. Não havia motivos para ele continuar preso, ele colaborou com a Justiça desde o princípio, entregou a arma, prestou socorro", afirmou o advogado.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar Ambiental que confirmou que Djavan está solto e trabalhando internamente no pelotão do Dourados, por determinação da Justiça.

 
Julio Cerveira foi morto dentro de sala de cinema em Dourados  — Foto: TV Morena/Reprodução

Julio Cerveira foi morto dentro de sala de cinema em Dourados — Foto: TV Morena/Reprodução

O crime

O policial e o bioquímico estavam com seus filhos para assistir a um filme infantil quando começaram a discutir por causa da poltrona que faziam uso. Eles brigaram e então houve o disparo que atingiu Júlio no tórax e o matou na hora. A sala de cinema estava cheia. Oitenta e cinco ingressos tinham sido vendidos.

A arma usada pelo policial era uma pistola ponto 40, sem registro, que o militar alegou à Polícia Civil que "usava-a de vez em quando".

"Ele alega que [a pistola] era de seu pai, da reserva do Corpo de Bombeiros, que faleceu há 2 anos e ele ficou com a arma. Em razão da arma ser leve, portátil, usava-a de vez em quando, já que a arma disponibilizada pela PM [uma Imbel MD7] é extremamente pesada", diz o depoimento tomado pelo delegado Rodolfo Daltro.

Câmeras de segurança do cinema registraram a briga. As imagens mostram o desentendimento entre o policial e a vítima até o momento em que se dirigem à porta do cinema, onde entraram em luta corporal seguida pelo disparo, mas não havia câmeras neste ponto do cinema.

Com informações, G1.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Política
Fake foi estratégia da eleição de Moro
Animais
Cachorro perdido a um ano regonhe seu dono
ENERGISA
Energisa é campeã em desrespeito ao consumidor
Caso Daniel
A Justiça é uma coisa, não confunda, pois Judiciário é outra coisa
Fronteira violenta
A cabeça foi cortada ao meio e estava com as outras partes do corpo no tambor.
Campo Grande
Para vender áreas públicas Trad vai acertar projeto de lei com vereadores
Campo Grande
Trad e seus vereadores vão gastar em propaganda e festas, entre outros fins, remanejam 240 milhões
Campo Grande
Trad e suas taxas para o povo pagar
Fronteira
"Quero a cabeça de meu filho" disse a mãe desconsolada
Inflação
A carne foi o item que mais subiu o preço