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Estado inicia amanhã vistorias em barragens de Corumbá

Depois de Brumadinho (MG), grupo quer garantias de segurança

28 janeiro 2019 - 17h21

O Governo do Estado, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), coordenará o trabalho de fiscalização das barragens de rejeitos de minério de ferro em Corumbá. Os trabalhos começam nesta terça-feira (29), informou a gestão Reinaldo Azambuja (PSDB) através de nota.

A fiscalização do Executivo estadual é oficializada no mesmo dia em que o presidente da mineradora Vale, Fabio Schvartsman, anunciou plano para um novo padrão de segurança nas barragens de rejeitos de mineração (leia mais abaixo).

Segundo o Governo, trata-se de uma ação preventiva para que se tenha de fato a garantia de segurança das mesmas, considerando os impactos humanos e ambientais causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

“O Estado quer ter essa segurança em relação às barragens de Corumbá, onde três das dez em atividades são de alto risco, para certificarmos de que não corremos nenhum risco de um acidente de grandes proporções”, afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck. “A vistoria vai tranquilizar o Estado, a empresa e principalmente a comunidade que vive no local”, frisou.

Verruck participou de uma reunião nesta segunda-feira (28) entre os órgãos federais e estaduais que farão a vistoria, na sede do Imasul.

Ficou decidido que o grupo de trabalho inicialmente se reune com as mineradoras Vale, MMX e Vetorial para conhecer os planos de monitoramento das barragens.

Integra o grupo, além de Verruck, Ibama, Bombeiros, Agência Nacional de Mineração, Defesa Civil, Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste e Polícia Militar Ambiental.

“A grande preocupação hoje é a segurança dessas barragens e, num primeiro momento, vamos ouvir as mineradoras para conhecermos a situação atual, as condições de monitoramento, o que de fato está sendo feito para garantir um controle rigoroso e o plano de gerenciamento de risco”, explicou o secretário.

As vistorias ocorrerão na quarta e quinta-feira, decidiu o grupo em reunião inicial.

CONTROLE

A reunião no Imasul, coordenada pelo seu diretor-presidente, Ricardo Eboli, definiu que é preciso também preparar e capacitar equipes dos Bombeiros e Defesa Civil para atuarem em casos extremos.

“As barragens são periodicamente vistoriadas, inclusive houve uma simulação de risco no final de 2018, mas a preocupação vai além disso”, disse Eboli. “Queremos saber quais são esses critérios de controle das mineradoras, como funciona o sistema de segurança.”

O foco da vistoria na Morraria do Urucum, onde situa-se a reserva de minério de ferro e manganês, que deve ocorrer nos dias 30 e 31, é a Barragem de Gregório, que tem capacidade similar à de Brumadinho e pertence à Vale – 9,3 milhões de metros cúbicos, enquanto a de Minas Gerais, 12 milhões de metros cúbicos. Técnicos da ANM presentes à reunião informaram que o depósito de rejeitos não atinge a capacidade máxima da barragem, considerada de dano potencial alto.

Fabio Schvartsman, presidente da Vale, promete criar "colchão" de segurança (Tomaz Silva/Agência Brasil)

 

 

VALE

Após sobrevoar no domingo (27) a região atingida pelo rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que deixou pelo menos 60 mortos, o presidente da mineradora Vale, Fabio Schvartsman, anunciou plano para um novo padrão de segurança nas barragens de rejeitos de mineração, incluindo a de Corumbá.

Após acompanhar o trabalho de apoio aos atingidos, Schvartsman informou que o grupo de trabalho deve apresentar, nos próximos dias, um plano para “superar os parâmetros mais rigorosos existentes hoje no Brasil e no mundo” em termos de segurança nas barragens.

“Me parece que só tem uma solução: nós temos que ir além de qualquer norma, nacional ou internacional. Nós vamos criar um colchão de segurança bastante superior ao que existe hoje”, disse o presidente, ao jornal 'O Globo'.

De acordo com a Vale, a Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão recebeu rejeitos de mineração até 2015 e estava inativa desde então. Segundo a empresa, a barragem não tinha a presença de lago e estava em processo de desenvolvimento do projeto de descomissionamento (procedimentos técnicos e de engenharia para assegurar que a desativação atinja condições de segurança, de preservação ambiental, confiabilidade e rastreabilidade de informações e documentos).

A barragem, com 86 metros de altura e 720 metros de comprimento da crista, foi construída em 1976 pela Ferteco Mineração, empresa adquirida pela Vale em 2001. A área ocupada pelos rejeitos era de 249,5 mil metros quadrados, com volume de 11,7 milhões de metros cúbicos.

No ano passado, foram emitidas duas declarações de Condição de Estabilidade da barragem pela TUV SUD do Brasil, empresa internacional especializada em Geotecnia, uma em 13 de junho e outra em 26 de setembro, ambas referentes aos processos de Revisão Periódica de Segurança de Barragens e Inspeção Regular de Segurança de Barragens.

“A barragem possuía Fator de Segurança de acordo com as boas práticas mundiais e acima da referência da Norma Brasileira. Ambas as declarações de estabilidade mencionadas atestavam a segurança física e hidráulica da barragem”, informa a Vale.

Sobre outras estruturas da Mina do Córrego de Feijão, a empresa informa que a Barragem 6, que contém 843,8 mil metros cúbicos de rejeito, passou por inspeção logo após o rompimento da Barragem 1. “Constatou-se que a estrutura se manteve dentro dos parâmetros de segurança exigidos, mesmo após ter sofrido impacto dos rejeitos”, informou a Vale. “A barragem está sendo monitorada constantemente por dois radares, sendo um deles a cada 3 minutos com acompanhamento em tempo real”, acrescentou.

Na manhã de ontem, por volta de 5h30, foi emitido alerta de Nível 2 na Barragem 6, devido ao aumento dos níveis de água, sendo baixada a classificação para Nível 1 por volta das 15h. Os horários são de Brasília (DF).   Informações Correio do Estado.

Barragem de minério em Corumbá (Arquivo/Correio do Estado.                                                                                                                                 
 
 
 
 
 
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