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POLITICA

Estelionato eleitoral: Soraya enganou eleitores ao dizer que havia sido ameaçada por ex-presidente.

Senadora inicia seu mandato como Senadora e no comando do PSL de Mato Groso do Sul envolvida em diversas polêmicas

21 janeiro 2019 - 16h41

A viagem de comitiva formada por parlamentares do PSL á China, foi o ponto de partida para uma grande crise e ''mal-estar'' entre os parlamentares da sigla e o governo do presidente Jair Bolsonaro. Pelo andar do caso, ao que parece as polêmicas e intrigas estão bem longe de terminar.

No meio dessa polêmica e desarmonia com o governo, encontra-se a Senadora Soraya Thronicke(PSL-MS), que assumindo a Presidência estadual do PSL-MS, já se vê no meio do olho do furação de polêmicas que podem desgastar de modo irreversível sua imagem dentro do PSL.

A senadora eleita, que assume o comando total da legenda no lugar do empresário Rodolfo Nogueira, já começou excluíndo figuras dentro da sigla regional que não estão alinhados com seu grupo.

Colegas de sigla como os deputados eleitos Coronel David e Luis Ovando, foram sumariamente excluídos da executiva estadual do PSL, materializando uma postura que não traz nada de novo, pelo contrário, inclusive. O ex-presidente Rodolfo Nogueira e o delegado da Polícia Federal, Edgar Marcon, também foram isolados dentro da executiva estadual do partido.

No lugar dos antigos quadros do partido, agora entram Danny Fabrício, o sócio de Soraya, e a esposa do deputado estadual eleito Capitão Contar, Iara. Estes terão assentos de destaque, mesmo não tendo nenhuma relevância na política, que não sejam as ligações pessoais com parlamentares recém eleitos. .

O primeiro vice-presidente do partido e ex-diretor-geral da Polícia Civil, Roverval Cardoso, também foi excluído. Rodolfo não somente organizou o partido, como é o primeiro suplente de Soraya, acima de Fabrício, que é o segundo, ou seja, não foi a suplência que norteou a indicação.

Com relação ao ex-presidente do PSL estadual no MS, Rodolfo Nogueira, a senadora se envolveu em várias polêmicas mal esclarecidas e que agoram levantam suspeitas.

Em 27 de setembro de 2018, a 10 dias do 1º turno das eleições de 2018, Soraya, então candidata do PSL para uma vaga no senado, registrou boletim de ocorrência, na primeira delegacia de Polícia Civil de Campo Grade, sob o registro 264/2018, no qual comunica ter sua integridade física ameaçada de agressão por Rodolfo Nogueira. Embora a denúncia seja grave, recentemente levantou suspeitas, já que a agora senadora só compareceu à delegacia para comunicar o fato após 26 dias das supostas ameaças.

Segundo Soraya, a motivação decorreria da reclamação dela à direção nacional de que Rodolfo não teria atendido suas solicitações para providências pela propagação de material de campanha de candidatos ao senado da chapa do governador Reinaldo Azambuja, com a foto do candidato Jair Bolsonaro. Segundo ela, Rodolfo, no dia primeiro de setembro, teria telefonado para reclamar e feito as ameaças.

Ocorre que Soraya, ao longo do mês de setembro de 2018, entre o dia 1º daquele mês, até o dia 27, registro do BO, após ter sido vítima da suposta ameaça de agressão física, manteve relacionamento ‘normal’ com Rodolfo, na condução da campanha. Registros desses diálogos, entregues à Justiça por Rodolfo Nogueira, revelam inúmeras tratativas entre ambos que contradizem as acusações feitas por Soraya na delegacia.

As conversas estão numa Ata Notarial registrada por Rodolfo e que constam em um processo na Justiça Eleitoral, revelam que mesmo sob ‘ameaça’, Soraya pede ajuda a Rodolfo, no mesmo dia em que teria sido ameaçada por seu 2º suplente.

“Me ajuda, vc viu, preciso ter voz, sabedoria, força espiritual etc. (…) Jamais vou prejudicar alguém. Tô fazendo das tripas coração” (sic), escreveu Soraya, de acordo com os prints anexados ao processo, para Rodolfo, por volta das 14h do dia 1º de setembro. A ameaça teria sido feita na manhã deste mesmo dia.

A senadora eleita, então candidata, Soraya manteve conversas, por sua iniciativa, em tom amigável com Rodolfo, inclusive solicitando a intervenção dele junto aos candidatos para explicar que estava trabalhando por todos os correligionários que disputavam as eleições.

A suposta vítima ameaça, relatou a ‘comunicante/vítima’, se deu depois que a então candidata cobrou providências ao diretório regional sobre material de campanha de adversários que estariam prejudicando sua candidatura ao Senado e, ao não ser atendida, procurou diretamente a Executiva Nacional do PSL, o que teria gerado descontentamento no ‘autor’.

Ela também acusa o correligionário de não ter feito campanha para a candidatura do PSL ao Senado, apesar de ter enviado uma mensagem no dia 11 de setembro do ano passado dizendo que ‘estavam juntos’ no processo eleitoral.

“Tá pesado aqui, temos passado os nosso dias atrás de doações, pois já tiramos bastante do bolso. A campanha é nossa, Rodolfo, minha, sua e do Danny (2º suplente eleito, o advogado Danny Fabrício). Não está fácil, pois além de tudo temos de lidar com as forças contrárias, de gente que além de ajudar atrapalha”, diz mensagem enviada à 01h20 da manhã por Soraya.

Apesar das acusações de que o presidente do PSL não estaria fazendo campanha, no dia 6 de setembro do ano passado, véspera dos desfiles do Feriado da Independência, Soraya e Rodolfo conversam sobre uma ação eleitoral em prol do então candidato Jair Bolsonaro.

Às 21h25 do dia 6 de setembro, Rodolfo envia a mensagem: “Soraya porque vc não lidera um movimento em apoio ao JB amanhã no desfile”. Em seguida, a senadora eleita responde que já havia combinado tal coisa com ‘movimento de rua’. “Vamos pra lá (…) Já íamos de qualquer jeito. Apenas estamos mudando a forma, mas estaremos lá. Pode deixar”, responde.

Viagem á China e intrigas com governo

Agora a senadora do PSL está envolvida em outra polêmcia maior ainda: a viagem de uma executiva do PSL á China. O ponto de partida para a crise, foi a viagem de comitiva formada por parlamentares do PSL á China, no último dia 15. 

A Bancada do PSL viajou á Pequim para estudar o sistema de segurança de reconhecimento facial em locais públicos para auxiliar no combate ao crime e captura de suspeitos ou foragidos no Brasil.

Após a divulgação da visita ao país pelos parlamentares, o jornalista e filósofo Olavo de Carvalho, publicou um vídeo com duras críticas aos parlamentares do PSL que viajaram à China a convite do país. Representando o PSL do MS na comitiva, estavam Soraya e o deputado federal eleito Tio Trutis Loester.

Senadora eleita por MS ironiza ‘caipiras’ e classifica de ‘idiotas’ quem critica visita à China

No vídeo, Olavo críticou duramente os parlamentares da executiva do partido por demonstrarem interesse num software de reconhecimento facial chinês – o que, segundo o ensaísta, permitiria que os brasileiros fossem espionados pelo país asiático. Olavo apontou que o sistema de reconhecimento facial utilizado na China é em parceria com a empresa Huawei, que é investigada internacionalmente por espionagem.

“Instalar esse sistema nos aeroportos é entregar ao governo chinês as informações sobre todo mundo que mora no Brasil (…) Vocês estão fazendo uma loucura. Vocês estão entregando o Brasil para a China. Vocês são idiotas?”, disse Olavo.

Depois da publicação do vídeo com os ataques, grupos nas redes sociais de apoiadores de Jair Bolsonaro também começaram a atacar os parlamentares, questionando a viagem destes ao país.

Após a repercussão negativa nas redes sociais, o presidente nacional do PSL, Luciano Bívar, e também o filho de Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, se pronunciaram á respeito. 

Segundo Bivar, Bolsonaro se ''surpreendeu'' com a visita dos deputados do PSL ao país.

"Quando Carla Zambeli [deputada federal eleita] me disse que ia para a China, eu disse: 'Para a China?' Não estava sabendo. Ontem, falei por telefone com o presidente Bolsonaro e ele me disse: 'Poxa, Bivar, o pessoal precisa saber que existe uma responsabilidade em ser do PSL, que somos vidraças, que tudo reverbera em cima de nós'", contou Bivar ao G1.

Já Carlos Bolsonaro, chegou a postar uma montagem com a deputada eleita Carla Zambelli segurando uma bandeira chinesa. “Isso aqui não é brincadeira”, afirmou Teixeira, inflamado. “Essa gente está brincando com coisa séria. A China tem uma oferta de investimentos de em torno de R$ 30 bilhões em infraestrutura do Brasil, e essa direita chucra, seguidora de Olavo de Carvalho, fica falando essas irresponsabilidades na rede”, afirmou.

As críticas deixaram os parlamentares do partido como sentimento de terem sido atirados “na fogueira” para, segundo o advogado Cleber Teixeira, integrante da comitiva e futuro chefe de gabinete do deputado eleito Alexandre Frota, ''desviar'' as atenções do filho do presidente Jair Bolsonaro, o Senador Flávio Bolsonaro, que pediu ao STF, para ter foro privilegiado no caso em que seu motorista e assessor na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz, que é investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de movimentar R$ 1,2 milhão de forma atípica.

“É muita coincidência que o ataque aos parlamentares do partido tenha ocorrido justamente no dia em que o Flávio tomou aquela decisão escandalosa de ir pedir ao ministro Luiz Fux que lhe desse foro privilegiado”, diz o advogado Cleber Teixeira, integrante da comitiva e futuro chefe de gabinete do deputado eleito Alexandre Frota, também do PSL.

Teixeira afirmou ainda que, se os parlamentares não se sentirem confortáveis com o comportamento do Executivo, podem não votar as reformas. “Eles não darão carta branca a um governo em que não confiam.” E foi além. Disse que o presidente Jair Bolsonaro deveria controlar os filhos dele. “Todos nós respeitamos o Jair, mas não vamos aceitar esses ataques dos filhos dele. Isso não é uma monarquia. Ele não é rei e os filhos dele não são filhos do rei.”

O advogado disse também que o presidente deveria entrar na defesa dos parlamentares do PSL, insinuando que ''dependeria'' do apoio destes para conseguir aprovas suas reformas.

“Quem vai garantir os votos que ele precisa no Congresso? Os deputados da sua base ou Olavo de Carvalho? O Fernando Henrique perdeu a reforma da Previdência [em 1998] por um voto. Quantos votos Bolsonaro tem aqui na China?”, perguntou. 

Afora isso, Teixeira, disse que a direita sempre criticou a esquerda pelo “viés no comércio exterior”, ao “priorizar” negócios com Cuba e Venezuela. Na visão dos deputados da comitiva, afirmou ele, a direita acha importante que se faça comércio com todos os países. “Essa gente não entendeu que agora acabou essa história de direita e esquerda. O presidente tem que governar para todos, para o bem do Brasil. Não pode se dar ao luxo de eliminar um parceiro da importância da China por questões ideológicas.”

Para o advogado, o fogo amigo está acontecendo porque o governo não tratou logo de pôr fim à polêmica, por estar “interessado em abafar o caso do motorista de Flávio Bolsonaro.” E voltou novamente as baterias contra os filhos do presidente. Disse que Eduardo tenta se impor como líder da bancada, mas “liderança não se impõe, se conquista”. Acusou ainda Eduardo Bolsonaro de querer desmoralizar seus correligionários, ao chamá-los de “favelados” por terem tido poucos votos, ao passo que ele e Joice Hasselmann tinham sido os mais bem votados, ele com 1,8 milhão de votos e ela 1 milhão. “Ele esquece que agora cada parlamentar tem o mesmo peso. Cada parlamentar é um voto”. E ameaçou. “Se ele vier falar nesse tom no gabinete do Frota eu quebro a cara dele.”

Ele saiu em defesa dos colegas que estavam na missão chinesa. Disse que o comércio bilateral é normal entre países, e não via razão para os ataques feitos por Carvalho e seus seguidores. Depois, rindo, contou que brincou com alguns deputados que “Carvalho perde o amigo, mas não perde a piada.” Perguntei o porquê dessa observação. “Porque só pode ser piada o que ele está falando. Ele sabe perfeitamente bem que o Brasil é um país soberano e que não há qualquer chance de se vender para a China.” E reforçou a importância das relações com o parceiro comercial, de grande importância para o Brasil.

 

Sem se exaltar, reclamou das “pedras que estavam sendo atiradas nos colegas” e disse que as “pessoas estavam cegas.” Ele não vê crise no partido, mas criticou o que chamou de direita radical. “O partido é grande, temos a ala radical e ala racional.” Os racionais, ele disse, sabem que as relações comerciais com a China não irão afetar a ideologia liberal do governo Bolsonaro. “A China, em certos aspectos, é mais liberal até que o Brasil”, opinou.

Desde o início da polêmica, o presidente Jair Bolsonaro não se manifestou a favor da comitiva do PSL que vistiou á China, o que foi visto pelos parlamentar como ''descaso'' com os aliados.

Durante visita à embaixada do Brasil, em Pequim, os parlamentares decidiram deixar clara sua indignação com o caso.

Soraya ligou da embaixada para o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também vinha se mantendo em silêncio, e, irritada, pediu que ele se posicionasse em defesa da comitiva. Ele não se manifestou oficialmente. O chanceler foi indicado para o cargo por Olavo de Carvalho, de quem é um fiel seguidor.

A senadora, rebateu as críticas recebidas do filósofo Olavo de Carvalho, ironizando o filósofo:

 

“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Brasil e China são parceiros de negócios há mais de 40 anos, e nos últimos 9 foi a nossa maior importadora”, alegou Soraya, em uma publicação em sua rede social.

Internautas ‘inundaram’ as redes sociais da senadora eleita com o vídeo de Carvalho, além de muitos questionamentos sobre a viagem ao país comunista, e também críticas após a tentativa de ''ironizar'' as advertências de Carvalho.

Flávio Bolsonaro

Para defender Soraya, seus apoiadores e eleitores alegam que que o tratamento não é o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro, senador do PSL e filho do presidente Jair Bolsonaro, que tem sido alvo de críticas e questionamentos de apoiadores sobre recebimentos supostamente irregulares em sua conta bancária por seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

A TV Globo revelou trechos de um novo relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com apontamentos sobre movimentações suspeitas em conta bancária do senador eleito. Conforme o relatório, 48 depósitos em espécie foram feitos na conta entre junho e julho de 2017, somando R$ 96 mil.

No Facebook, uma apoiadora de Soraya, identificada como sendo de sua assessoria, questionou o a ''seletividade'' das críticas, pois acha que o mesmo tratamento dos “direitosos mimizentos” não é dado para a crise envolvendo o filho de Jair Bolsonaro. “Deus tá vendo vc comentar replicar fazer posts memes de tudo da china, mas nada do Flávio Queiroz e cia… porque da seletividade [sic]?, publicou. “O seu NÃO tenho bandido de estimação e quero respostas é local?? Não ultrapassa a fronteira do estado??”.

Militante comunista elogia senadora

Mas se por um lado recebeu críticas, a senadora também recebeu elogios(no mínimo de figuras controversas) do outro lado. O blog do militante de extrema-esquerda, Urias Rocha, teceu elogios a visita da senadora ao país:

''Mulher, advogada, filiada a um partido profissional e empresarial; Soraia surpreende o Brasil, quando todos acharam que ela seria capacho da oligarquia Bolsonaro e de interesses alienígenas ao Brasil, ela surpreende e se torna sem duvida a maior líder o estado de Mato Grosso do Sul, por demonstrar um caráter muito forte, uma conduta seria, cidadã e responsável e defensora dos interesses nacionais, não se submetendo aos interesses sionistas defendidos por Olavo de Carvalho, que fez duras criticas a Soraia; é perceptivo que Soraia fará uma gestão independente, mas, é perceptivo que essa mulher age com muita responsabilidade e pensa no Brasil.

Soraia surgiu no momento certo na politica, e em Mato Grosso do Sul será sem duvidas uma das maiores liderança do estado, com respeito nacional; antes criticadas pela esquerda e hoje com respeito da esquerda, centro e até de alguns fascistas''.
 
 
 
O militante em questão, que já foi filiado ao PCdoB, ganhou repercussão após ter aúdios divulgados, em que proferia insultos e ameças de sequestro ao juíz Sérgio Moro, e também insultos a família de Jair Bolsonaro, chamando-os de ''corruptos'':
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
fonte:diariorepublicano
 
 

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