Menu
Busca Sex, 10 de julho de 2020
(67) 9.9928-2002
Nordeste e suas praias

Barreiras instaladas para conter óleo são levadas pelo mar em SE

Estruturas instaladas em alguns locais do litoral foram levadas pela água. A tentativa agora é reposicionar as instalações

16 outubro 2019 - 18h18Por PORTAL R7

A ideia de instalar barreiras de contenção para reter o óleo no litoral de Sergipe não está dando resultado. Estruturas instaladas em alguns locais do litoral foram levadas pela água. A informação foi confirmada por pessoas que atuaram diretamente na instalação das estruturas. A tentativa agora é reposicionar as instalações.

 

O governo já tinha afirmado que a medida poderia não dar certo. O Ministério Público Federal no Maranhão acionou a Justiça, exigindo a instalação do equipamento no prazo de 48 horas, sob risco de ser multado diariamente em R$ 100 mil. Na segunda-feira, 14, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o governo federal cumpriria a decisão da Justiça Federal em Sergipe e que faria a instalação das barreiras nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Real e Vaza Barris.

Nesta terça-feira (15), no entanto, a força da água acabou levando algumas estruturas. O Ibama informou que essas barreiras de contenção geralmente são eficazes em correntes com velocidades de até um nó, o equivalente a uma milha náutica por hora. A vazão dos rios, no entanto, é muito superior a essa capacidade.

“Nos casos em que o óleo derramado é de origem conhecida e sua dispersão é prevista, a instalação de barreiras em águas calmas é tecnicamente recomendável para proteger pontos sensíveis, como manguezais. Contudo, se os manguezais já estiverem oleados, a medida poderá provocar o efeito inverso e impedir a depuração natural do ambiente”, declarou o órgão ambiental.

O Ibama requisitou à Petrobras, mediante ressarcimento, a disponibilização do equipamento. Mais de 200 metros de barreiras estão em Aracaju à disposição de instituições com capacidade operacional para realizar sua instalação e manutenção. O órgão já havia informado que “a medida pode não alcançar a eficácia pretendida”.

Barreiras de contenção são compostas por uma parte flutuante e outra submersa, chamada saia, que tem a função de conter o óleo superficial (substância com densidade menor que a da água), mas o poluente que atinge o nordeste do país se concentra em camada sub-superficial. Por essa razão, as manchas não são visualizadas em imagens de satélite, sobrevoos e monitoramentos com sensores para detecção de óleo.

Desde 2 de setembro de 2019, o Ibama realiza vistorias diárias em praias do litoral nordestino para acompanhar a situação da área afetada. Um total de 200 toneladas de borra de petróleo já foi recolhido do litoral brasileiro. A situação nesta terça-feira, 15 indica instabilidade do material, mas ainda não é possível dizer se uma nova onda do petróleo poderá chegar. Segundo informações, R7.

news

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasíl
Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 10 de julho, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)
Campo Grande
Trad remaneja 70 milhões de reais com conivência dos vereadores
Saúde
ESPECIAL-Bolsonaro aposta em "cura milagrosa" para salvar o Brasil, e própria vida, da Covid-19
Política
Maia diz que é grave Bolsonaro tratar de hidroxicloroquina e que políticos não devem recomendar remédios
Política
Ministro pede investigação da PF com base na Lei de Segurança Naciona
Polícia
Força tarefa da federal cumpre ordens judiciais contra executivos das lojas Ricardo
Brasíl
Bolsonaro veta obrigação do governo em oferecer água, produtos de higiene e leitos a indígenas
Saúde
Brasil tem 1,66 milhão de casos confirmados do novo coronavírus
Saúde
Presidente Jair Bolsonaro testa positivo para covid-19
Políciais Federais
Justiça nomeia peritos para conferir serviços de hospitais de campanha