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MEIO AMBIENTE

CONHEÇA OCEANIX, A PRIMEIRA CIDADE FLUTUANTE E À PROVA DE DESASTRES

14 abril 2019 - 11h00

Há pouco tempo, a teoria de uma cidade flutuante e à prova de desastres poderia ser vista como uma utopia das mais esdrúxulas. Bem, não mais. Na última quarta-feira (03/04), um grupo de construtores, engenheiros e arquitetos estreou um conceito para uma cidade flutuante acessível. A ideia é a de construir regiões para que as pessoas vivam de maneira sustentável sob o oceano.

Ao contrário do que aconteceu em situações passadas, o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Assentamento Humano (ONU-Habitat), Maimunah Mohd Sharif, afirmou que o projeto será apoiado. Dessa maneira, a ONU se unirá à empresa privada Oceanix, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e o The Explorers Club. Ficou curioso? Vem conhecer mais sobre "Oceanix", a cidade flutuante e à prova de desastres!

Missão

De acordo com o site oficial do projeto, o Oceanix.org, a urbanização costeira irrestrita está destruindo milhões de hectares do oceano e da vida marinha. Perto de 50 por cento das pessoas no mundo vivem em áreas costeiras. O aumento do mar e as mudanças climáticas estão agravando ainda mais o problema. A empresa, assim sendo, está promovendo um projeto sustentável.

A crença é a de que um projeto de cidade flutuante resolveria a escassez de moradias e as ameaças do aumento do nível do mar. As próprias estruturas seriam projetadas para resistir a todos os tipos de desastres naturais, incluindo enchentes, tsunamis e furacões de categoria 5. Literalmente, uma cidade flutuante e à prova de desastres.

 

Como funcionaria?

A cidade seria constituída por inúmeras plataformas hexagonais que podem conter cerca de 300 moradores. Os hexágonos são considerados, inclusive, uma das formas arquitetônicas mais eficientes. Ao projetar cada plataforma como um hexágono, os construtores esperam minimizar o uso de materiais. Cada grupo de seis plataformas é considerado pelos designers como uma espécie de "aldeia", que abarcaria 10 mil habitantes.

 

"Cultivo oceânico"

O conceito montado pela Oceanix exigiria o "cultivo oceânico", que pressupõe o cultivo de alimentos sob a superfície da água. Gaiolas acima das plataformas poderiam colher vieiras, algas ou outras formas de frutos do mar. Os sistemas utilizariam resíduos de peixes para ajudar a fertilizar as plantas.

As tecnologias também poderiam ajudar a cidade a permanecer auto suficiente durante um furacão ou outro desastre natural. Em suma, o objetivo é reduzir o desperdício e produzir todos os alimentos necessários para alimentar os habitantes da cidade.

 

É viável?

Várias preocupações têm sido levantadas sobre as cidades flutuantes. Afinal, elas poderiam ser vistas como uma solução rápida para lidar com os perigos da mudança climática. Contudo, a Oceanix está trabalhando com uma "equipe sólida" de especialistas em gerenciamento de resíduos e eficiência energética.

Segundo Richard Wiese, presidente do The Explorers Club, em entrevista para a BBC, os principais obstáculos neste momento são de cunho psicológico e não tecnológico. As pessoas ficam temerosas com a expressão "cidade flutuante" e isso as afasta da possibilidade. Para ganhar a confiança das pessoas e dos políticos em geral, Wiese disse que pode ser necessária a criação de pequenas extensões para as cidades existentes. Hong Kong, Nova York ou Boston seriam os potenciais campos de testes. Com informações, Fatos D.

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