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Incêndio

Governo sul-mato-grossense reforça combate a incêndio no Pantanal

130 mil hectares sob chama no Pantanal

02 maio 2020 - 15h00Por Plantão de notícias

Desde março deste ano incêndios florestais atingem o Pantanal em Mato Grosso do Sul. A estimativa do Corpo de Bombeiros é que o fogo já tenha destruído 220 mil hectares. A área é equivalente a quase duas vezes o tamanho do município do Rio de Janeiro (120 mil hectares, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE).

Segundo o Corpo de Bombeiros, nos últimos dias estão sendo combatidos incêndios em duas áreas: na serra do Amolar e no Paraguai-Mirim. Uma força-tarefa atua no combate aos focos. Ela conta com o apoio de dois aviões do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e do Distrito Federal, além de um helicóptero da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. No total, cerca de 50 homens participam da ação, entre e bombeiros, pilotos, brigadistas e pessoal de apoio.

Neste sábado (25), os aviões encontraram somente dois focos de incêndio na região da serra do Amolar. Eles fizeram lançamentos de água na região da Baía Vermelha. Com previsão, segundo os bombeiros, da extinção dos focos de calor nessas áreas, a força-tarefa deve se deslocar agora para outros pontos críticos, na região do Paraguai-Mirim.

Nesta área, estão sendo montadas duas bases de operação, uma na escola estadual que funciona na comunidade, e na Ilha Verde.

“Temos 14 bombeiros na frente do fogo na Ilha Verde e foram montadas bombas de água, com 300 metros de mangueira, usando água das lagoas e corixos no entorno”, informou o tenente-coronel bombeiro Waldemir Moreira, chefe do Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e na coordenação da operação no Pantanal. Ele adiantou que está programado o lançamento aéreo de água nos focos que ocorrem na região assim como ocorreu na serra do Amolar.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os incêndios florestais estão ocorrendo no Pantanal desde março. Unidade aponta que neste período, as regiões que vêm sendo afetadas, começam normalmente a sofrer a inundação por conta da chegada das águas das cabeceiras do rio Paraguai, mas neste ano, com baixo volume de chuvas essas áreas se mantiveram secas, acumulando biomassa, o que somado as altas temperaturas e ação humana, vem provocando os incêndios.

 

G1

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