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Meio ambiente

Pesquisadores localizam onças vivas em fazenda com 35 mil hectares atingidos por queimada em MS

Segundo eles, um felino foi avistado e outros dois tiveram registros no GPS de atividades normais.

13 setembro 2019 - 15h30

Pesquisadores localizaram vivas três onças que são monitoradas pelo projeto Onçafari, que é desenvolvido no Recanto Ecológico Caiman, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A fazenda já teve 35 mil hectares destruídos pelo fogo que começou na quarta-feira (11).

De acordo com publicação feita pela Ong nesta sexta-feira (13), em redes sociais, a onça de nome Nusa foi avistada na noite de quinta-feira (12) em uma área não atingida pelo fogo. "Ela está bem e saudável".

Já as onças de nomes Natureza e Fera, registraram atividades normais no monitoramento por GPS. "Indicando que elas estão bem e conseguiram escapar do fogo".

Enquanto as chamas se alastravam, na quarta-feira, o projeto conseguiu resgatar a onça de nome Jatobazinho, que está sendo preparada para ser reintroduzida no habitat natural. Ela estava no recinto atingido pelo fogo e foi levada de avião para um local seguro em outra fazenda.

 
Onça Jatobazinho foi resgatada quando seria reintroduzida na natureza — Foto: Projeto Onçafari/Divulgação

Onça Jatobazinho foi resgatada quando seria reintroduzida na natureza — Foto: Projeto Onçafari/Divulgação

Queimada

 
Área queimada na fazenda Caiman em Miranda, MS — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Área queimada na fazenda Caiman em Miranda, MS — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Militares, policiais ambientais, equipe de brigadistas da fazenda e do Ibama, um caminhão do Exército e um avião agrícola carregado com água conseguiram controlar as chamas. No entanto, ainda há focos e como o tipo de vegetação faz o fogo se espalhar, cerca de 100 pessoas trabalham para acabar com as chances de novos incêndios.

Uma sala de monitoramento foi montada na fazenda para avaliação da situação. Drone da Polícia Militar Ambiental faz imagens aéreas, que são enviadas para a sala. Pontos amarelos na imagem indicam os focos e Ibama, policiais, bombeiros e trabalhadores da propriedade decidem como agir.

O empresário Roberto Klabin, dono do Recanto Ecológico Caiman, que trabalha com ecoturismo, pecuária e pesquisas e agora, diante do que aconteceu, quer investir em pesquisas sobre a reação da natureza.

"... eu estou querendo aproveitar essa tragédia para gente aprender com ela. Pra ver como a natureza vai voltar, de que forma ela volta, o que vai acontecer. Pra isso, a gente vai trazer pesquisadores aqui para aproveitar esse momento e aprender com ele", diz.

 

Situação de emergência

O município onde fica a fazenda está entre os 9 de Mato Grosso do Sul em situação de emergência por causa da quantidade de queimadas. O decreto que coloca as áreas rurais de Miranda, Aquidauana, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Corumbá, Ladário, Bonito, Porto Murtinho e Bodoquena com necessidade de ações de controle urgentes, foi publicado quinta-feira (12) do Diário Oficial do Estado.

 
Região queimada do Porto Morrinho em Corumbá (MS) — Foto: Prevfogo/Divulgação

Região queimada do Porto Morrinho em Corumbá (MS) — Foto: Prevfogo/Divulgação

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