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JUSTIÇA

“Estou chocada”, diz Damares em Samambaia, onde Rhuan foi assassinado

Ministra prometeu fortalecer conselhos tutelares para evitar violência contra crianças e adolescentes. “Quero saber onde a rede de proteção falhou”, afirmou, ao se referir ao garoto morto pela mãe

11 junho 2019 - 13h00

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, esteve nesta segunda-feira (10/06/2019) no Conselho Tutelar de Samambaia, região administrativa do Distrito Federal, onde o garoto Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos, foi esfaqueado enquanto dormia, pela mãe, Rosana Auri da Silva Candido, e pela companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, na noite da última sexta-feira (31/05/2019). O corpo do menino foi decapitado e apresentava sinais de queimaduras. A ministra, em atividade fora da agenda oficial, afirmou, no Twitter, que pretende fortalecer os conselhos tutelares em todo o país para evitar violência e maus-tratos a crianças e adolescentes.

“Saí agora do Conselho Tutelar de Samambaia Norte, onde acompanhei o caso do menino que foi assassinado pela mãe e a companheira. Quero saber onde a rede de proteção falhou. Estou chocada”, disse.

“Quantas cenas como esta podem estar acontecendo em vários lugares?”, questionou. “Vamos ter que rever o nosso papel, fortalecer, apoiar mais os nossos conselheiros, instrumentalizá-los mais. Eu sei que eles fazem um grande trabalho, mas podemos melhorar”, acrescentou.

 

 

 

 

Caso de Planaltina
Ainda nessa segunda-feira (03/06/2019), a ministra se reuniu com os conselheiros tutelares de Planaltina de Goiás, cidade também no Entorno do Distrito Federal, a cerca de 65 quilômetros de Brasília, onde uma menina morreu e outras três crianças ficaram feridas após serem maltratadas pelo tio e pela namorada dele, uma adolescente.

De acordo com Damares, a visita aos conselhos é para “saber onde o poder público falhou na proteção das crianças”. Após visitar o conselho de Samambaia, a ministra disse acreditar que não houve omissão dos conselheiros. “As sugestões que eles trouxeram para nós, estamos levando para o ministério. Neste caso, infelizmente, não chegamos primeiro, chegamos tarde”, afirmou.

A ministra ainda enfatizou a importância de a sociedade estar atenta e denunciar qualquer suspeita de violência. “O Conselho Tutelar é parceiro na luta na defesa da criança. Se não encontrar o Conselho Tutelar, procure um policial. Se não encontrar, procure o Disque 100. Estamos 24 horas com nossos canais abertos e atendemos em outros idiomas”, ressaltou.

Segundo Damares, crianças também podem acionar o Disque 100, caso elas mesmas ou algum colega estejam em situação de sofrimento. “É, Brasil, nós vamos ter que nos levantar em defesa da infância”, ressaltou. 

Com informações, Metrópoles.

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