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JUSTIÇA

Investigação aponta que celular de Janot foi o primeiro a ser invadido em ataque hacker

A partir do Telegram instalado no aparelho do ex-procurador-geral da República, o invasor chegou aos grupos de conversa com procuradores da Operação Lava Jato.

14 junho 2019 - 07h00

A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que a possível origem dos ataques de hackers a celulares de autoridades ligadas à Operação Lava Jato foi o celular do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em abril deste ano.

A partir do Telegram instalado no aparelho dele, o invasor chegou aos grupos de conversa com procuradores. Com isso, o hacker conseguiu os números de celulares dos integrantes.

Depois, procuradores da Lava Jato no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro foram hackeados. Todos os telefones de procuradores do Paraná tiveram o aplicativo invadido, mas ainda não se sabe se todos tiveram conversas copiadas.

Mais de 10 autoridades confirmaram que foram alvos de hackers ou de tentativas de invasão nos celulares, como o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

No caso do coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, os indícios apontam que os hackers acessaram e copiaram informações privadas do Telegram.

Até agora, a investigação constatou que a invasão foi apenas no aplicativo de mensagens Telegram.

Nos quatro inquéritos que investigam as invasões, os policiais perceberam que muitos celulares não tinham a dupla verificação - uma segunda senha para aumentar a proteção.

Os investigadores sabem que o responsável pela invasão tinha pleno conhecimento da Lava Jato e quem eram os principais personagens da operação.

Uma das linhas de investigação é a de que esse invasor é brasileiro ou um brasileiro auxiliando um estrangeiro.

No início da tarde desta quinta-feira (13), quando entrava para a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes comentou o caso com jornalistas e cobrou providências contra a violação. Para ele, o hackeamento de autoridades é muito grave.

"Precisamos saber do que se trata, não temos visão segura de que é hackeamento. Esse é o grande problema hoje, no mundo todo. Estamos vivendo essa realidade. Por qualquer descuido nossas mensagens ficam à disposição. Temos hoje no tribunal o plenário virtual, veja o tumulto que pode ocasionar uma invasão. Preparamos votos no sistema, muitas vezes deixamos votos em elaboração, podemos mudar esse voto. Imagine o hackeamento, a violação no meio da preparação de um voto, isso tem resultados trágicos, passa a ter valor de mercado. isso é muito grave. Evidentemente, que todos nós devemos nos preocupar com essa questão da segurança, é preciso tomar providências em relação a isso, é tema extremamente sério", disse o ministro.

A PF no Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília está trabalhando com trocas de informações para chegar até o hacker.

No último domingo, o site The Intercept divulgou trechos de conversas de procuradores da Lava Jato e de diálogos entre Moro e o coordenador da Lava Jato no Paraná, procurador Deltan Dallagnol pelo Telegram.

De acordo com as mensagens divulgadas pelo site, o ministro, então juiz da Lava Jato, dá orientações e opina sobre como proceder com as investigações. Segundo The Intercept, o site recebeu a reprodução das conversas de fonte antes da invasão de celulares pelos hackers.

 

Com informações, G1.

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