Menu
Busca Dom, 18 de agosto de 2019
(67) 9.9928-2002
MILICIA

PF investiga suposta 'milícia' que com ameaças, extorsões e violência estaria tentando controlar aldeia urbana em Campo Grande

Policiais fizeram operação no local na manhã desta quarta-feira, em busca das armas de fogo que estariam sendo utilizadas pelo grupo, mas elas não foram encontradas.

17 julho 2019 - 18h00Por G1 MS

A Polícia Federal está investigando a atuação de um suposto grupo armado, uma espécie de "milícia" que atuava na aldeia urbana Água Bonita, em Campo Grande. Os integrantes seriam todos indígenas e estariam tentando controlar por meio da truculência a comunidade, além de extorquirem outros moradores fazendo ameças e abusando da violência.

Na aldeia vivem aproximadamente 192 famílias de cinco etnias indígenas: terena, guarani, kaiowá, kadiwéu e guató, além de não indígenas. Na manhã desta quarta-feira (17), 32 policiais federais foram até a comunidade para cumprir quatro mandados de busca e apreensão. O objetivo, segundo o delegado Fernando Rocha Rodrigues da Silva, era tentar apreender as armas que estariam sendo usadas por esse grupo e pacificar a comunidade.

A ação chamada de "Águas Turbulentas", em razão da agitação que o grupo estaria promovendo na aldeia Água Bonita, durou cerca de 1 hora, terminando por volta das 7h. Foram feitas buscas em quatro casas de supostos integrantes do grupo, com idades entre 39 e 67 anos. Não foram encontradas as armas de fogo denunciadas.

O delegado diz que originalmente seriam cinco alvos da ação, mas o principal, que seria o ex-cacique Nilton Nelson, suspeito de comandar o grupo, morreu de causas naturais em abril deste ano.

A investigação, conforme Fernando Rocha, começou em março de 2016, a partir de várias denúncias de indígenas que são moradores da aldeia. Conforme o delegado, foram registrados pelo menos quatro boletins de ocorrência contra integrantes do grupo, apontando desde agressões contra mulheres até a expulsão de famílias do local.

Aldeia urbana Água Bonita, em Campo Grande, onde vivem cerca de 192 famílias de cinco etnias indígenas e também não indígenas — Foto: Reprodução/G1 MS
Aldeia urbana Água Bonita, em Campo Grande, onde vivem cerca de 192 famílias de cinco etnias indígenas e também não indígenas — Foto: Reprodução/G1 MS

O delegado diz que as supostas vítimas já ouvidas, cerca de cinco pessoas. Elas relataram que o principal foco de atuação dessa espécie de 'milícia' era controlar a aldeia, indicando, por exemplo, quem poderia viver no local e em qual área e ainda cobrando um tipo de taxa dos moradores.

Fernando Rocha diz que a PF ainda investigará se o grupo teve algum tipo de influência na escolha dos moradores que vão receber casas que estão sendo construídas na aldeia por meio de um programa habitacional do Poder Público.

O próximo passo da investigação do caso, segundo o delegado, será ouvir os quatro suspeitos de integrarem o grupo. A previsão, conforme ele, é concluir o inquérito em dois ou três meses.

Com informações, G1.

Defesa do Consumidor

Deixe seu Comentário

Leia Também

Meio Ambiente
O motivo pela qual a Islândia detesta os influenciadores digitais
Fronteira sem segurança
Dos dois lados mais de 150 mortes violentas praticados pelo crime organizado
Campeonato Brasileiro
Palmeiras inicia neste sábado maratona decisiva contra o Grêmio
Economia
Mega-Sena sorteia hoje prêmio de R$ 24 milhões
Polícia
Não brinca com mulher " nervuda"
Entretenimento
O mistério do "Homem Tv" que está intrigando as autoridades no EUA
Internacional
Mais de 11 mil pássaros são encontrados mortos nos EUA após tempestade de granizo
Nova Andradina
Na frente da prefeitura carro bate em árvores
Cultura
Dia do Pão de Queijo: conheça a história e aprenda a fazer este quitute mineiro
Enquete
Você acha que os atuais vereadores merecem se reeleger? Participem