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Policial federal e mais sete envolvidos em milícia tem prisão preventiva decretada

Pen drive de Everaldo Monteiro teria informações de mais três vítimas executadas

16 outubro 2019 - 12h50Por CORREIO DO ESTADO

Policial federal Everaldo Monteiro de Assis, e mais sete envolvidos em crimes de pistolagem da organização criminosa chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho tiveram a prisão preventiva decretada na tarde desta terça-feira (15). Eles estavam presos temporareamente, mas a pedido do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a prisão foi convertida para preventiva. No caso de Everaldo Monteiro, que está no Presídio Federal de Campo Grande, nos autos do mandado de prisão, a informação é de que o policial federal também estaria envolvido nas mortes das vítimas Orlando da Silva Fernandes, Aparecido Nogueira e Ilson Martins de Figueiredo.

Pen drive do policial que foi encontrado na casa do guarda municipal Marcelo Rios, em que, na ocasião também foi apreendido arsenal de armas, teria informações das vítimas.

Em relação às vítimas Aparecido Nogueira e Ilson Martins de Figueiredo, de acordo com os autos do mandado, Everaldo Monteiro de Assis possuía arquivos de dados criados em 2015, com notícias de suas prisões publicadas na imprensa, sendo que estes teriam participação e envolvimento com o “sumiço” de Daniel Alvarez Georges, filho de Fahd Jamil (citado como sendo “padrinho” do chefe da organização criminosa Jamil Name Filho. 

As vítimas Aparecido Nogueira e Ilson Martins de Figueiredo foram executados, respectivamente, em 21/04/2016 e 11/06/2018.

Em relação à vítima Orlando da Silva Fernandes, executado em Campo Grande no dia 26/10/2018, policiais teriam encontrado arquivo, no pen drive de Everaldo Monteiro, que continha telefone, e-mail, nome da esposa, nome da amante, CPF, entre outros dados, em levantamento típico de inteligência policial.

A vítima Orlando da Silva seria um ex-segurança do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, executado em uma emboscada em Pedro Juan Caballero/Paraguai. Existem rumores de que Orlando da Silva teria se aliado a membros da organização criminosa Primeiro Comando Vermelho da Capital (PCC) e teria tramado a morte de Jorge Rafaat, havendo indicativos de que a família desta vítima, com apoio do “padrinho” Fahd Jamil, teria mandado vingar sua morte, mediante o assassinato de Orlando da Silva, que foi executado a tiros de fuzil na noite do dia 26/10/2018 nesta Capital, cuja execução teria contado com o apoio da organização criminosa chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho, tanto na execução do crime propriamente dito, como no levantamento dos dados e da rotina da vítima por parte de Everaldo Monteiro, em que os arquivos encontrados foram criados no mesmo mês da morte da vítima.

Todos os demais envolvidos tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz de direito Marcelo Ivo de Oliveira e foram indicados como integrantes do núcleo de atividades de apoio, cada qual com uma atuação específica.

Luis Fernando Fonseca trabalhava na gerência da família Name há mais de 35 anos e é considerado a pessoa de confiança dos chefes da organização criminosa. Ele guardava registros fotográficos em seu celular da morte de Ilson Martins Figueiredo, as mesmas fotografias foram encontradas no Google drive de Juanil Miranda Lima, integrante da organização criminosa que atuava na função de pistoleiro.

Quanto aos integrantes Frederico Maldonado Arruda e Elvis Elir Camargo Lima, também utilizando de suas funções de policiais civis, de acordo com os autos do mandado de prisão, eles eram responsáveis pela logística, segurança e suporte, bem como se aproveitavam da proximidade com a fronteira do Paraguai para trazer armas e munições da fronteira para a organização criminosa.

Euzébio de Jesus, que também teve a prisão preventiva decretada, as investigações apontam que ele tinha movimentações bancárias sem ter condições financeiras para tal, caracterizando lavagem de dinheiro.

Eronaldo Vieira da Silva, Igor Cunha e Rafael Carmo Peixoto Ribeiro, guardas municipais, foram acusados de possuir porte de armas para fins privados, com o objetivo de fazer a segurança da família e também da empresa Pantanal Cap que pertence aos Name.

Rafael Carmo Peixoto Ribeiro teria praticado crime de obstrução de justiça tentando comprar o silêncio da esposa de Marcelo Rios, Eliane Benitez Batalha dos Santos. Em diálogo interceptado, a polícia flagrou Rafael Carmo ligando para Eliane e pedindo que ela tranquilize o marido com intenção de evitar que Marcelo Rios viesse a colaborar com as investigações. Segundo informações, Correio do Estado.

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