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OPINIÃO

Caminhoneiros mostram a diferença entre trabalhador e político

17 abril 2019 - 14h30

Acusados à época de serem mentores, líderes e massa de manobra de um movimento que visasse impedir a “esquerda” de reassumir o poder, os caminhoneiros provaram que assim como percorrem o Brasil, de norte a sul, de leste a oeste e conhecem bem suas distâncias, conhecem bem a lonjura entre o trabalhador e o político.

Mostraram toda a insatisfação com o pacote de “benefícios” oferecido pela equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro e indicam nova greve a ser deflagrada em maio. Consideram uma cortina de fumaça, ou popularmente conhecida como um “engana trouxa” essas medidas anunciadas e já se mobilizam por grupos de WhatsApp.

A categoria afirma que não quer benefícios em forma de esmola, apenas lutam por condições melhores, e dignas, de trabalho.

Promessas de governo não diferem de promessas de campanha

Eles afirmam que a linha de crédito para manutenção do caminhão com taxas menores, foram colocadas parcialmente, mas não foram efetivamente colocadas em prática, e o cartão-caminhoneiro para compra de combustível não funciona para toda a categoria. Afirmam que a situação de grande parte da categoria é precária, e muitos têm débitos pendentes, ou seja, estão com o “nome sujo na praça”, o que os impede do acesso ao crédito. “Pegar crédito, agora, é decretar a morte futura e breve dos caminhoneiros. É dar a corda para a gente se enforcar”, destaca um deles.

"Inicialmente, claro que o pacote agrada, mas preferimos aguardar o que o presidente vai definir  para comunicarmos oficialmente o posicionamento dos caminhoneiros", disse o líder Wallace Costa Landim, conhecido como Chorão.

 

Cada qual em sua função

A matemática é ciência exata até cair na mão de economistas e contadores. Tudo é muito bom e lógico, tudo se justifica. No entanto essa mirabolante lógica não consegue ser compreendida pela população sabedora de que nosso petróleo, em suas várias derivações, é exportada a preços (muito) baixos para diversos países.

Afinal, por que esses preços não obedecem aos “preços internacionais”? Por quais motivos os brasileiros, que produzem esse petróleo, pagam muito mais caro até do os países dependentes e não produtores? Enfim, por que as ações não caíram enquanto houve a sangria perpetrada, na Petrobras, pelos governos anteriores? Agora, um simples aumento quebra aquela estatal?

Seria muito bom que se criasse um dicionário de sinônimos do economês para a linguagem popular, a ser entregue aos senhores ministros das áreas econômicas. Dessa forma, conseguiríamos entender combustível exportado a preços tão baixos e a ameaça de “quebra do país” mesmo com o produto vendido nas bombas a preços tão altos.

Pois que se pare tudo até que venha essa explicação.

 

 

Jornalista Dirceu Martins

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