Menu
Busca Dom, 20 de setembro de 2020
(67) 9.9928-2002
POLÍTICA

Crise de labirintite no governo, alguns não sabem para aonde vão

27 abril 2019 - 13h30

Para aonde vai o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)? Se for para a Economia significa que haverá controle, apenas; se for para a Justiça significa que sempre houve um descontrole. E houve. Afinal, o Coaf controla o que? Bilhões foram desviados – Mensalão, Petrobras, Partidos – e nunca, nada foi rastreado.

Máxima da investigação: Acompanhe o dinheiro e vai descobrir i crime e o criminoso. Mesmo assim, embaixo das narinas dos bem remunerados assessores de coisa nenhuma, bilhões não foram descobertos. O Coaf era parte do Ministério da Economia.

Ah, mas vai furtar uma margarina do supermercado. Cadeia. Vai dar um pequeno calote na herança. Calote e Cadeia. Vai não ser amigo dos magistrados. Cadeia, exposição pública. Enquanto e no entanto, aos amigos do Rei, tudo é possível.

Advogados bem remunerados, estultos e estúpidos, com certeza serão aqueles que, no futuro julgarão a tudo e todos, dos potes de margarina aos bilhões desviados de empresas públicas, sob a égide de “notório saber jurídico” elevados a ministros de tantos e tantos tribunais que a gente sequer lembra.

O assustado presidente tomou um poder tão grande que não está digerindo a ressaca. Tem vice-presidente forte, alguns ministros também, mas…

Talvez precise aprender que o discurso para a eleição se dá por meio do discurso, mas o exercício da presidência se faz por meio do intelecto. Afinal vai comandar, ou obedecer? Vai afinar?

Cadê o Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente, que se fez conhecido após o Coaf – já sob administração Moro – apontar transferências irregulares de dinheiro?

Os ataques do menininho Carlos Bolsonaro contra o vice-presidente Mourão serão apenas uma cortina de fumaça? Se a principal função do Coaf é investigar lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento de terrorismo, alertando e permitindo prosseguimento de investigações por meio de relatórios e, se entendermos que tudo é isso é crime, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública o controle sobre o Conselho.

Existe um vazio no Planalto, é clara a indecisão nas decisões tomadas por Jair Bolsonaro e, lamentavelmente, caminhamos para o descaminho. Toda uma ideia de ressurgimento das instituições ruiu por terra.

A negociação é necessária – não honesta ou ética –, o preço a pagar desde o “quinto dos infernos” da Corte Portuguesa. Talvez tenhamos nos livrado dos “santos do pau oco” que surrupiavam diamantes e ouro, mas não nos livramos de nossa estirpe enviesada de vantagem acima de tudo, e de todos nós.

 

 

Jornalista Dirceu Martins

news

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Congresso fará aperfeiçoamento da reforma administrativa, diz ministro
Campo Grande
Ministro Marcos Aurélio depois suspender a oitiva de Bolsonaro fez fez cirurgia no joelho
Campo Grande
Covid 19 mata Professor de Educação física e pré-candidato a vereador do Solidariedade
Geral
Dia mundial da limpeza em Campo Grande, passou desapercebido pelo prefeito Marcos Trad
Política
Em Campo Grande veículo da prefeitura pega fogo e coloca população em risco
As chamas consumiram o veículo da GM em frente a escola no Jardim.Anache
Brasil
Secretário de Estado norte-americano chega a Boa Vista Mike Pompeo visitará ainda Colômbia, Suriname e Guiana
Brasil
Bolsonaro diz que país está em fase final de “grande provação”
Brasil
IBGE: desemprego na pandemia atinge maior patamar em agosto
Justiça determina que deputada Flordelis use tornozeleira eletrônica
Brasil
Governo brasileiro confirma intenção de aderir à Covax