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POLÍTICA

Em 2010 Lula cortou R$ 1,28 bilhão e não houve manifestações

15 maio 2019 - 17h50

“O governo definiu os ministérios e os órgãos da União que terão uma nova redução de orçamento este ano (2010), como parte do corte de gastos anunciado recentemente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O Ministério da Educação foi o mais afetado e terá R$ 1,28 bilhão a menos para gastar. Com esse corte adicional, o orçamento da Educação perdeu R$ 2,34 bilhões em relação aos valores aprovados pelo Congresso.”

Naquele ano o Executivo reduziu […] despesas no valor de R$ 7,5 bilhões. Para alcançar um corte de R$ 10 bilhões, conforme anunciado no dia 13 de maio daquele ano […].

No entanto não houve manifestações ou críticas por parte da maioria política cooptada pelo dinheiro que rolava solto entre os parlamentares e que vem sendo recuperado vagarosamente a partir das diversas operações desencadeadas pela Polícia Federal e Ministério Público. Também os estudantes e professores não foram para as ruas, ainda que perdessem verba para pesquisas, mestrados e doutorados.

Isso não é uma defesa do corte de verbas, ou contingenciamento, apenas um estranhamento em elação as diferentes posturas em dois momentos distintos: calmaria quando havia um governo de esquerda, manifestações quando há um governo de direita liberal.

Nesses cinco meses de governo a economia tem sido a prioridade para que o país enfrente uma série crise financeira e, devemos torcer para que acerte a mão e retome os investimentos, inclusive na educação. Contingenciamento não é, necessariamente, corte de investimentos, mas o governo não tem comunicação, não sabe falar com o legislativo nem com a população. O medo é que se torne refém, e tudo leva a crer que vá se entregar ao apetite voraz para formar uma base no Congresso.

Então, entre as patifarias dos meninos de ouro Bolsonaros, a sanha de poder do presidente da Câmara Federal, o fisiologismo dos parlamentares, o despreparo do próprio presidente e um ministério risível em sua maioria, podemos aprofundar o caos ao invés de nadar até uma tábua de salvação.

 

Jornalista Dirceu Martins.

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