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OPINIÃO

Enquanto a população vende dentadura para comprar sopa, STF tem R$ 1,1 milhão para almoços e jantares

27 abril 2019 - 14h30

“Não existe pecado
Do lado de baixo do Equador
E se for magistrado

menos ainda, sou meu protetor

As vezes me sinto um escracho
Capacho, mas vou que vou

Quando é lição de esculacho

Eu sou professor!...

Deixa a tristeza prá lá
Vem pro meu jantar
Nem saparatel, caruru
O que se come por aqui é:

medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bobó de camarão, camarão à baiana, bacalhau à Gomes de Sá, arroz de pato, pato assado com molho de laranja, galinha d’Angola assada, vitela assada, codornas, carré de cordeiro, medalhões de filé, tournedos de filé com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre.

 

Vê se me usa, me abusa
Lambuza mas não me julga porque não chego aos seus pés.”

 

Quem diria, a poesia musical de Chico Buarque de Holanda caberia tão bem ao Supremo Tribunal Federal formado em sua maioria por pessoas de “notório saber jurídico” indicados pelo Partido dos Trabalhadores. Chico anda por lá onde se sabe. Caetano comemora a Censura imposta ao Danilo Gentile, mas ainda que se saiba, nenhum deles; Gil, Caetano, Chico e todas as suas companhias estão fazendo shows humanitários na Venezuela. A morte pela fome e inanição, desde que embasados numa ideologia de esquerda, são perdas pouco consideráveis. Tudo em nome de um bem maior.

Se existe uma brecha, usaremos. Foi tão importante Bethânia receber mais de R$ 1 milhão para declamar poesias, foi tão proveitoso a apresentação do “cheira cú” (apresentação teatral financiada pela Lei Rouanet e amplamente divulgada pela imprensa) , filmes que não saíram do projeto… E, agora, num país que está perdido entre suas matas, seus riachos, e seu imenso litoral, nossa maior corte de justiça, já embasbacada e ridicularizada em seus próprios erros e arrogâncias, dá como prêmio aos seus ministros regiamente pagos, o direito de sequer pagar seus próprios almoços, jantares, rega-bofes.

Em um momento em que os benefícios aos aposentados pela LOAS deve beirar os pouco mais de R$ 450, - 45 quentinhas ao valor de R$ 15, sustentariam um almoço a cada dia. Na atual situação dos idosos e aposentados do país, seriam o suficiente para almoçar por um mês e vender a dentadura para comprar, por um dia, a janta. Sopa.

Mas, para quem tem um provento (salário) que não beira o mínimo necessário, que necessita de auxílio moradia, auxílio toga, auxílio saúde, auxílios… por que não lhes proporcionar uma alimentação de acordo com suas necessidades básicas.

As quentinhas das unidades prisionais, em licitações suspeitas, já formam um escândalo. A fome que e alastra entre uma população de 13 milhões de desempregados, 63 milhões de inadimplentes é epidêmica, mas nossos 11 ministros do Supremo, e não se contabilizou todas as outras cortes, gastarão os R$ 1,1 milhão, dinheiro que será bancado pelo cidadão comum pelos seus impostos. Os lanchinhos serão realizados nos salões do próprio STF. Em tempo, almoços e jantares extra, serão pagos nos cartões corporativos.

 

 

Jornalista Dirceu Martins

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