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CAPITAL

Estranho comportamento da Câmara Municipal de Campo Grande e tantos anúncios oficiais nas mídias

02 abril 2019 - 14h50

Difícil aguentar a passividade dos atuais vereadores de Campo Grande com o desleixo e descaso com que a Capital vem sendo tratada, bem como as notícias apenas positivas divulgadas por grande parte da mídia. Difícil aguentar, mas não entender. 

Todo o estardalhaço em cima de mínimas questões se deram apenas durante o período em que aventou-se a hipótese de que o tal falado, e nunca comprovado, mensalinho deixou de ser pago. Apenas fofocas da oposição? Talvez.

Tanto trabalho e discursos para derrubar um governo municipal, que ficou sob investigação e está naquela letárgica e morosa análise pela Justiça estadual. Caiu o mundo pelo atraso na entrega dos uniformes escolares, pior pelo surto da Dengue que foi minimizado por ações pontuais, CPI no caso das vacinas, que se comprovaram... Nada. Tapa buracos que não conseguiram resolver anos de descaso e abandono, mas onde não houve um centavo fora do programado, até porque os empresários e gestores anteriores estavam presos ou sob investigação... e por ai vai.

Mas todo o barulho e toda a condenação prévia feita mídia, acabou como por encanto. Agora a Câmara e a gestão municipal estão sob nova ótica, encimadas por publicidade desses órgãos. Estranho comportamento...

 

Enxugar gelo, o sentimento do Ministério Público

Será que são tão inocentes os procuradores dos MPs que entregam as conclusões das investigação de forma incompleta ou na contramão das normas legais? Talvez não, mas os Juízes, indicados pelos Executivos e aprovados pelo Legislativo, cuja maior parte dos membros sob investigação, entendem que faltam argumentos e provas.

E vamos, nós, pobres mortais e condenáveis por qualquer roubo de galinha ou margarina, aplaudindo o poder que se perpetua entre as eminências e senhorias, que não se entendem servidores públicos, mas senhores da plebe.

Para a população em geral e discussões em bares, esquinas, escolas, clubes, academias e demais ambientes, uma cortina de fumaça chamada Reforma da Previdência, aquela necessária, no entanto mal ajambrada (ou formulada), uma vez que penaliza os mais necessitados, aqueles que nas lides de carregar sacos, trabalhar fisicamente em esforços hercúleos, deverão suportar essa carga até os 80 anos, facilmente, segundo o presidente da Câmara Federal, ele mesmo que teve a sogra aposentada aos 41 anos, numa função burocrática e leve.

Por onde anda a Reforma Política? Nas gavetas, nas Comissões, nos Escaninhos etéreos.

 

Jornalista Dirceu Martins

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