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POLÍTICA

‘Progressistas’ saem do varejo político e apostam no atacado

18 abril 2019 - 17h00

Afirmando que o partido virá com chapa pura e ainda mais renovada para 2020, o presidente regional do Progressistas, Alcides Bernal pretende atuar forte nos municípios do interior fortalecendo o partido no atacado.

Partindo da premissa de que o partido se fortaleceu em Campo Grande e alguns municípios do interior, o presidente regional dá a entender que, além de conquistar mais espaços na Capital a partir da determinação da “não coligação proporcional para as próximas eleições”, pode conquistar, por suas lideranças, importantes espaços nas diversas cidades de Mato Grosso do Sul.

Ainda segundo o Progressistas, chegou o momento de encarar a realidade e entender que a gestão pública demanda competência e compromisso, buscando um resultado positivo. Não é mais momento de confiar apenas no discurso de palanque, sem estar embasado no que se vai enfrentar quando, se eleito, nas questões práticas da administração, de quanto há de compromissos, de quanto há que se investir.

Bernal que tem afirmado que não pretende se candidatar ao cargo de prefeito da Capital, mas que prefere lutar pelo que considera uma injustiça, sua não nomeação ao cargo para o qual foi eleito, deputado federal. Enquanto aguarda os julgamentos tem se mobilizado para dar substância e força políticas aos candidatos dos diversos municípios do interior.

“Quero que o presidente, governador e prefeitos municipais sejam bem sucedidos, não existe na minha forma de ver política ‘o quanto pior, melhor’. Quem pensa dessa forma está olhando para o próprio umbigo e esquecendo da população que o elegeu”, finalizou.

O partido confia que com o fim das coligações partidárias em nível proporcional, muitos dos nomes tidos como imbatíveis, dentro de qualquer partido, devem apresentar trabalho consistente, ou serão atropelados pelos eleitores.

Lembramos que nas últimas eleições, ainda com coligações, nomes fortes da política foram escalados no banco de reservas, a renovação no time principal é inconteste. Essa tem sido a forma de pensar dirigentes de diversos partidos considerados pequenos, mas que podem se agigantar municipalmente em 2020. Outros tantos estarão fadados ao fracasso.

 

Debandada

A questão que se coloca aos dirigentes de partidos pequenos e que possuem vereadores eleitos graças às coligações é: estarão esses vereadores acreditando que seu nome tem tamanho potencial de votos? Se assim for, busquem se aninhar em partidos fortes. Creio que terão pela frente uma barreira a ser rompida por serem aves de fora do ninho.

Quanto aos que permanecerem em equipe, qualquer que seja o partido ao qual pertençam , lembrem-se que muitos dos que hoje ocupam cargos na vereança, oriundos dos grandes partidos, estão ali em função dos minguados votos de cada candidato a vereador dos “nanicos” que, somados, lhes deram essa condição.

É ver para crer. Melhor é utilizar a estratégia do Progressistas e deixar de se fixar em uma Capital ou um único grande município, e buscar o atacado, conquistando posições em diversos municípios e, assim poder levar o programa político do partido ao qual está filiado à população. Trabalhar como um todo, por um estado, essa é a função da política e do homem público. Todo o resto é olhar para o próprio umbigo e deixar de apreciar as estrelas.

 

Jornalista Dirceu Martins

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