Menu
Busca Sex, 07 de maio de 2021
(67) 9.9928-2002
Corrupção

Ministério Público cumpre mandados de busca e apreensão contra Paes

Denúncia atinge ex-prefeito do Rio e mais cinco pessoas

08 setembro 2020 - 15h50Por Plantão de notícias

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpriu hoje (8) mandados de busca e apreensão referentes a uma denúncia contra o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes e mais cinco acusados. Segundo o MP-RJ, a campanha do ex-prefeito à reeleição, em 2012, teria recebido R$ 10,8 milhões do Grupo Odebrecht que não foram contabilizados oficialmente.

Os mandados desta terça-feira foram cumpridos pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). O MP-RJ ofereceu a denúncia em auxílio à 204ª Promotoria Eleitoral, em 17 de julho, e a ação foi recebida pelo Juízo da 204ª Zona Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, que emitiu os mandados.

Os acusados responderão pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e corrupção nas modalidades passiva ou ativa. Paes e um dos operadores financeiros também responderão por lavagem de dinheiro.

Em nota, o ex-prefeito afirmou que está indignado. "A defesa sequer teve acesso aos termos da denúncia e assim que tiver detalhes do processo irá se pronunciar", diz Paes.

Denúncia

A acusação afirma que o ex-prefeito recebeu os pagamentos entre 4 de junho e 19 de setembro de 2012. Os valores teriam sido pagos por Benedicto Barbosa Da Silva Junior e Leandro Andrade Azevedo, executivos do Grupo Odebrecht, que, segundo a denúncia, realizaram o repasse por meio de Renato Barbosa Rodrigues Pereira e de Eduardo Bandeira Villela, sócios da Prole Serviços de Propaganda. Os quatro também foram denunciados no processo.

Ainda de acordo com a denúncia, os executivos do Grupo Odebrecht narraram os fatos em acordos de colaboração premiadas firmados com a Procuradoria-Geral da República. Além deles, Renato Barbosa Rodrigues Pereira tem acordo de colaboração homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia da promotoria eleitoral é oriunda de um desmembramento do Inquérito nº 4435, instaurado em abril de 2017 perante o Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar crimes supostamente praticados nas campanhas de 2010, 2012 e 2014.

O Ministério Público Eleitoral afirma ainda que o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), também denunciado, gerenciou o recebimento da vantagem indevida pela campanha de Paes.  Na época, o parlamentar era chefe da Casa Civil na prefeitura e coordenador da campanha eleitoral.

O deputado federal se manifestou em suas redes sociais, onde publicou: "Não nos intimidarão. Ao ter acesso ao conteúdo da denúncia, farei a minha defesa no processo".

Edição: Fábio Massalli

Agência Brasil-EBC

news

Deixe seu Comentário

Leia Também

Judiciário
Ex-prefeito de Campo Grande é preso por condenação de corrupção e lavagem de dinheiro
Brasília
Senadores comemoram liminar do STF que obriga governo a realizar o censo
Brasíl
Publicada MP de flexibilização trabalhista para enfrentamento da crise
Polícia
Polícia Federal faz operação contra tráfico de drogas em cinco estados
Brasília
Aliada de Bolsonaro tem ligação com juiz que tentou tirar Renan da CPI da Covid
Esporte
Bahia goleia por 5 a 0 na Sul-Americana Tricolor de Aço vence o Guabirá, da Bolívia
Economia
Governo pagará R$ 418 milhões em salários no Dia do Trabalhador
Esporte
Libertadores: Santos é superado pelo Boca na Bombonera
Campo Grande
Há muita sujeira em Campo Grande, dizem moradores do Duque de Caxias
Esporte
Internacional se recupera na Libertadores com vitória sobre Táchira