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Polícia

Operação Omertà: foi preso o hack da quadrilha em SC

21 novembro 2019 - 12h30Por Plantão de policia
 

Omertà: hacker contratado por pistoleiros e liberado pela Polícia Civil de MS é preso em SC

Prisão reforça ligação de milícia com fuzilamento 'por engano' de jovem em Campo Grande e pode esclarecer dúvidas sobre atuação de policiais

 
 

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu nesta quarta-feira (20), em Joinville (SC), Eurico dos Santos Mota, de 28 anos. Ele é apontado como hacker e estava com a prisão decretada desde setembro, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul deflagrou a Operação Omertà e desmantelou suposta milícia armada que estaria ligada a crimes de pistolagem em Campo Grande.

Segundo as investigações, o grupo supostamente liderado por Jamil Name e Jamil Name Filho teria contratado Eurico para rastrear e tentar atrair o ex-capitão da PMMS Paulo Roberto Teixeira Xavier, alvo da milícia. Os pistoleiros contratados para matar Xavier, no entanto, erraram o alvo e mataram, em abril, Matheus Coutinho Xavier, filho de Paulo.

Com a prisão de Eurico, policiais esperam desdobramento da Omertà investigando as circunstâncias em que ele teria sido liberado por colegas da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul após ser preso em Campo Grande e, supostamente, ter confessado a servidores da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurana Pública de Mato Grosso do Sul) a participação na trama para executar Paulo Xavier.

O hacker chegou a prestar depoimento na DEH (Delegacia Especilizada de Homicídios) antes da deflagração da Omertà, mas foi liberado. Após a oitiva na unidade especializada da Polícia Civil de MS, ele teria revelado que chegou a receber escolta de servidores para deixar Campo Grande ‘em segurança’.

Nos bastidores, policiais ligam recentes mudanças na cúpula da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com o avanço nas investigações da Omertà e procedimentos em andamento na Corregedoria do órgão. O delegado-geral da Polícia Civil de MS, delegado Marcelo Vargas, nega e diz que as trocas de posições são ‘corriqueiras’.

No entanto, ainda nesta quarta-feira, Marcelo Vargas admitiu que há mais integrantes da instituição sob investigação em desdobramentos da Omertà.

 

Midiamax 

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