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Operação Vagatomia

PF mira fraude na Universidade Federal

13 fevereiro 2020 - 12h00Por Plantão de notícias

Jales/SP – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13) a segunda fase da Operação Vagatomia, denominada “VERITÀ PROTETTA” (Verdade protegida), em São Paulo, para dar prosseguimento a investigações que apuraram a existência de esquema criminoso de fraudes em processos seletivos para ingresso em cursos universitários.

Policiais Federais deram cumprimento a três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Jales/SP, na sede de uma universidade na capital paulista e no escritório e residência do atual reitor.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal receberam diversas denúncias e informações sobre fraudes no FIES, além da comercialização de vagas no curso de medicina em um campus da universidade na cidade de Fernandópolis/SP e também em fraudes relacionadas ao exame Revalida, destinado a avaliar o conhecimento dos alunos que estudam ou estudaram medicina no exterior, principalmente no Paraguai, Bolívia e Argentina.

A Operação Vagatomia foi deflagrada em setembro de 2019 e prendeu vários integrantes da organização criminosa que também tiveram que cumprir várias medidas cautelares expedidas pela Justiça Federal de Jales/SP. Na primeira fase da operação, o antigo reitor, que também é dono do grupo educacional, foi preso e afastado do cargo em razão de diversas fraudes relacionadas a um curso de medicina na cidade de Fernandópolis/SP.

Após a prisão e o afastamento do antigo reitor e dono da universidade, um advogado, que atuava como defensor de investigados desta e de outra operação relacionada a fraudes em cursos de medicina, foi nomeado por uma sócia da instituição de ensino, que também é  esposa do antigo reitor que foi preso e afastado, para ocupar a função de reitor do grupo educacional. O novo reitor assumiu as funções e deu início a uma série de ofensas e ameaças à colaboradora das investigações, testemunhas e autoridades públicas responsáveis pela apuração dos crimes cometidos pela organização criminosa investigada na Operação Vagatomia.

 Após a constatação dos fatos, a PF  representou à Justiça Federal para a expedição de medidas judiciais contra o atual reitor do grupo educacional, a fim de cessar ameaças e intimidações proferidas por ele a testemunhas e à colaboradora da investigação, bem como em razão do receio externado por pais e alunos em decorrência do comportamento intimidatório do reitor.

 Todo o material apreendido (documentos, celulares, mídias de armazenagem, computadores, dentre outros) será encaminhado para a sede da PF em Jales/SP para análise bem como a identificação de novos delitos ou envolvidos nos crimes. O reitor afastado poderá responder pelos crimes descritos no artigo 2º, parágrafo 1º, da Lei 12.850/2013 (obstrução de investigação de organização criminosa) e no artigo 344 do Código Penal (coação no curso do processo), entre outros eventualmente identificados nas investigações em curso.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Jales/

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