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Polícia Federal

Serra e fundador da Qualicorp são alvos de operação por caixa 2 na eleição de 2014

21 julho 2020 - 10h00Por Reuters Brasil

 

De acordocom o MP estadual, Seripieri Filho, conhecido com Junior, um dos alvos de mandado de prisão preventiva, é acusado de organizar o recebimento de doações não contabilizadas para a campanha de Serra ao Senado. A PF também faz buscas em endereços do senador em Brasília.

A operação cumpriu ainda outros três mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Itatiba e Itu, além de Brasília, nos endereços de Serra. A 1ª Zona Eleitoral de São Paulo também determinou o bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados.

Uma dos mandados de busca e apreensão era no gabinete de Serra no Senado, mas o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, aceitou reclamação da Mesa Diretora da Casa, que alegou que o juiz usurpou competência do Supremo, onde Serra tem prerrogativa de foro, e concedeu liminar suspendendo o mandado de busca e apreensão no gabinete do parlamentar.

De acordo com o MP, o fundador da Qualicorp, ex-presidente da empresa, foi responsável por organizar, operacionalizar e também coletar doações não contabilizadas, por caixa 2, para campanha eleitoral de Serra.

“Com o decorrer das investigações, apurou-se ainda a existência de outros pagamentos, em quantias também elevadas e efetuados por grandes empresas, uma delas do setor de nutrição e outra do ramo da construção civil, todos destinados a uma das empresas supostamente utilizadas pelo então candidato para a ocultação do recebimento das doações”, diz a nota.

Em fato relevante, a Qualicorp confirmou que seu ex-presidente foi alvo da operação e disse que um mandado de busca e apreensão também foi cumprido na sede da companhia.

“A nova administração da companhia informa que adotará as medidas necessárias para apuração completa dos fatos narrados nas notícias divulgadas (...), bem como colaborará com as autoridades públicas competentes”, afirmou a empresa.

Também em fato relevante, a JHSF disse que sua sede foi alvo de busca e apreensão determinadas pela Justiça Eleitoral de São Paulo por causa de um contrato firmado em 2014 no qual a empresa adquiriu ingressos para o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1.

“A companhia prontamente atendeu as solicitações endereçadas e manterá seus acionistas e o mercado tempestivamente informados acerca do desenvolvimento do referido assunto”, afirma o documento.

A ação da Qualicorp fechou em queda de 6,40%, enquanto a da JHSF recuou 5,2%. O Ibovespa cedeu 0,11%.

A assessoria de imprensa de Serra classificou a operação de “abusiva”, disse que os endereços do senador foram alvo de mandados de busca e apreensão pela PF há 20 dias, que a investigação se baseia em “fatos antigos” e que ele não tem conhecimento da apuração e jamais foi ouvido.

“José Serra lamenta a espetacularização que tem permeado ações deste tipo no país, reforça que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos. Importante reforçar que todas as contas de sua campanha, sempre a cargo do partido, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”, afirmou a assessoria do tucano em nota.

Também em nota, o advogado Celso Vilardi, que representa Seripieri, classificou com “injustificável a decretação de prisão temporária”.

“Os fatos investigados ocorreram em 2014, há seis anos portanto, não havendo qualquer motivo que justificasse uma medida tão extremada”, afirmou o advogado na nota.

A defesa afirmou, ainda, que os colaboradores mencionados no inquérito não acusam Seripieri de ter feito doações não contabilizadas. “Relatam que ele fez um mero pedido de doação em favor de José Serra e que a decisão de fazer a doação, assim como a forma eleita, foi decisão de um dos colaboradores.”

Reportagem adicional de Paula Arend Laier e Gabriela Mello

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