Menu
Busca Qua, 18 de setembro de 2019
(67) 9.9928-2002
Transito

TJ nega recurso e mantém acusações contra PRF que matou comerciante

06 abril 2018 - 09h33Por Alcides Bernal
O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou recurso da defesa do policial rodoviário federal Ricardo Moon, que matou o comerciante Adriano Correia do Nascimento em briga de trânsito. Por unanimidade, a 3ª Câmara Criminal negou ontem (dia 5) o pedido para que fossem excluída as qualificadoras e o julgamento fosse por homicídio simples.

Em agosto de 2017, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, determinou que o policial fosse a julgamento por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

As mesmas qualificadoras foram apontadas para a tentativa de homicídio contra outros dois ocupantes da caminhonete conduzida pelo comerciante. As qualificadoras aumentam a pena em caso de condenação. Na sequência, a defesa de Moon entrou com recurso no Tribunal de Justiça, que foi negado. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do policial. 

Fechada e tiros - De acordo com o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), no dia 31 de dezembro de 2016, por volta das 5h40, na avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto, o acusado matou a Adriano e tentou matar outras duas vítimas. O policial conduzia um veículo Mitsubishi Pajero, enquanto Adriano estava em uma caminhonete Toyota Hilux.

Ainda conforme a denúncia, ao fazer conversão à direita, a vítima não percebeu a proximidade com o veículo do acusado e quase provocou um acidente de trânsito. Em seguida, o acusado abordou as vítimas, descendo de seu veículo, já com uma arma de fogo, dizendo que era policial e chamou reforço.

As vítimas chegaram a descer do carro e solicitaram que o acusado mostrasse sua identificação visto que, pela vestimenta que trajava, não era possível saber se ele era policial rodoviário federal. Diante da recusa do acusado, eles retornaram ao carro e Adriano ligou a caminhonete iniciando manobra para desviar do veículo do acusado que estava impedindo sua passagem.

Quando Adriano iniciou o deslocamento, o policial efetuou disparos na direção dele. Após os disparos, o veículo das vítimas prosseguiu por alguns metros e bateu num poste de iluminação. Adriano foi atingido em vários partes do corpo e morreu no local.

Atropelamento - A defesa do policial rodoviário federal alegou legítima defesa e pediu absolvição nas denúncias do processo que tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri. A defesa sustentou a tese de que Adriano estava embriagado, não queria aguardar a PM (Polícia Militar) e tentou atropelar o policial.

Confusões ? O crime no trânsito se desdobrou em várias polêmicas, como o horário de fato em que o policial foi preso, como chegou à delegacia totalmente fardado, se no local do crime usava camiseta listrada. Por fim, dois maçaricos, semelhantes a revólver, foram encontrados na caminhonete do morto, que está apreendida, após duas perícias não ter avistado os objetos.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Justiça
Decisão do TSE põe em risco mandatos de nove deputados de Rondônia
Capital
Aluna é barrada em escola estadual por usar calça rasgada em MS
Tecnologia
Cientistas conseguem gerar energia usando o frio da noite
Famosos
Visita do papai! Viúva de Mr. Catra revela contato espiritual com o marido
Final trágico
Enfermeira grávida de 6 meses morre a caminho do casamento em SP; bebê passa bem
Saúde mental: Psicopata
De assaltante frustrado a autor de furto, Rafael agora é apontado como assassino frio e cruel
Partido Progressistas
Progressistas tem mudanças bruscas no MS
Política
Eduardo Bolsonaro diz que vai processar Facebook e Instagram
Paralisação
Funcionários dos Correios suspendem paralisação em todo o país
Leilão em MS
Leilão tem desde iPhone, brinquedos até videogames