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Vítima de estupro dentro de creche, mulher diz ter sido chantageada por chefe

21 abril 2018 - 09h00Por Redação Notícias VIP
Após denunciar ter sido vítima de estupro dentro de uma creche em Pedregulho (SP), uma cuidadora de 53 anos diz que foi chantageada pelo agressor para não levar o caso às autoridades. Segundo a mulher, o homem, que era seu chefe, a ameaçou de demissão e disse que ninguém acreditaria na versão dela.

?Após o ato consumado, ele falou pra mim: ?Eu sou uma pessoa pública, tomo conta dessa casa e tenho o meu cargo. Ninguém vai acreditar em você??, lembra a mulher.

Jean Carlos Teixeira, que é ex-presidente da creche e trabalhava atualmente no setor administrativo, foi preso temporariamente na sexta-feira (13). Segundo o Ministério Público, o exame de corpo de delito confirmou o estupro.

O advogado dele, Eduardo Jorge Saad Júnior, nega as acusações e deve entrar com um pedido de habeas corpus para libertá-lo. Teixeira está preso na cadeia de Franca (SP).

Denúncia 

As investigações começaram no início de abril, quando a vítima apresentou a denúncia contra Teixeira. Segundo o promotor Alex Faciolo, a prisão temporária foi autorizada pela Justiça após a cuidadora prestar depoimento e passar pelo exame de corpo de delito que apontou lesões nas nádegas e nas pernas.

A solicitação foi baseada no argumento de proteger a integridade da mulher, já que Teixeira exercia comando hierárquico sobre as funcionárias da instituição.

 A vítima trabalhava temporariamente na creche filantrópica "Eurípedes Barsanulfo?. A mulher conta que começou a receber elogios do chefe por sua beleza, mas muitos deles eram inconvenientes. Em uma das ocasiões, diz ter sido abordada com um relato obsceno.

?Quando ele falou isso, eu fiquei gelada. Peguei uma criança no colo, ignorei o que ele falou. Virei as costas e fui fazer a criança dormir. Ele saiu.?

No dia seguinte, a cuidadora diz ter sido chamada para uma reunião a respeito de um processo seletivo que haveria na creche. Ao chegar no horário marcado, diz que foi orientada pelo chefe a fazer a inscrição, uma vez que ele queria efetivá-la.

Crime 

Segundo a mulher, o processo seletivo correu normalmente. Ela diz que fez a prova eliminatória, mas que foi informada pelo chefe sobre seu mau desempenho nas questões. No mesmo dia, de acordo com a vítima, o suspeito fez uma proposta de aprová-la no processo em troca de sexo. A conversa teria ocorrido em uma sala da creche.

?Eu disse que meu corpo não estava à venda. Ele disse que estava me oferecendo um emprego para eu trabalhar lá a vida toda. ?Eu estou sendo bonzinho para você?.?

Após negar a proposta, a cuidadora tentou deixar a creche, mas diz ter sido foi impedida por Teixeira e estuprada.

?Eu me afastei, ele saiu da cadeira e me jogou na mesa. Me imobilizou. O único movimento que eu tinha era no quadril para tentar me desvencilhar. Eu sentia muita dor?, diz.

A cuidadora diz que não contou nada a ninguém e que pensou várias vezes antes de decidir ir à polícia denunciar o chefe. A situação foi agravada após Teixeira ameaçá-la de perder o emprego.

?Foi uma semana de angústia, medo, dúvida. Eu pensava quem vai acreditar em mim??. 

Assédio

O promotor Alex Faciolo afirma que, ainda quando era presidente, Teixeira foi alvo de outros processos por assédio sexual entre 2016 e 2017, arquivados ou convertidos em doação de cestas básicas.

"Essas funcionárias me relataram que quando foram até ele para pedir algum benefício trabalhista ou adiantamento de salário, ele exigia delas um encontro sexual, um encontro amoroso e em caso de negativa ele até demitia essas funcionárias."

A previsão é de que o inquérito policial sobre o estupro seja concluído em 30 dias, mesmo prazo da prisão.

Segundo a Prefeitura, além de atuar como supervisor terceirizado na creche, Teixeira é servidor municipal e poderá ser alvo de um processo administrativo a depender do resultado das investigações.
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