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Investigação

Após virar alvo da Lava Jato, Jaques Wagner reaparece em ato na PF

11 abril 2018 - 11h12Por Redação Notícias VIP
Ausência sentida durante os dias em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner apareceu, pela primeira vez após o petista se entregar à Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (11), durante manifestação em frente à superintendência da corporação, em Curitiba (PR).

Antes disso, ele só havia gravado e divulgado um vídeo, em suas redes sociais, convocando a população para fazer uma vigília pela liberdade do ex-presidente. Wagner era apontado como plano B do PT na corrida presidencial, em caso de ausência de Lula, mas perdeu força depois que virou alvo da Lava Jato, em fevereiro.

Ele é acusado de receber R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht, por meio do superfaturamento de contrato para reconstrução e gestão do estádio da Fonte Nova.

Ao discursar para os militantes presentes à mobilização, o ex-governador afirmou que participará do ato durante todo o dia de hoje e também amanhã. "Estou com 67 anos, lutei contra a ditadura, e confesso que não imaginava que iria viver uma ameaça à democracia como esta. E esta é mais complexa porque é hipócrita e cínica", criticou.

Jaques Wagner ainda afirmou que a prisão de Lula faz parte do golpe que começou com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "A matriz do golpe jurídico-parlamentar é a mesma: o desprezo pelo voto popular. Fizeram isso ao jogar no lixo 54 milhões de votos dados na Dilma", destacou.

Em seguida, reforçou que o partido segue acreditando na candidatura de Lula. "Tentam interditar aquele que mora no coração e na alma dos brasileiros, digo tentam porque eu acredito na nossa vitória e em Lula candidato", reforçou.

O ex-governador ainda chamou a população para participar de atos a favor do ex-presidente em todo o país. "Vamos fazer abaixo-assinado, passeata, movimento de rua, uma grande greve, emenda popular, é hora de vigília e de trabalho", conclamou.

Depois, falou ao microfone se dirigindo ao ex-presidente: "Lula, como você mesmo disse, se tirarem seus braços, você agitará o nosso; se tirarem as suas pernas, você caminhará com as nossas; se tirarem sua voz, você falará pela nossa voz", completou o político.

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