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Política

Bolsonaro mantém prazos e deve voltar à Presidência na quarta

Após cirurgia, presidente contará com um gabinete provisório em uma sala no Einstein, no mesmo andar de seu quarto

29 janeiro 2019 - 06h30

Apesar de a cirurgia do presidente Jair Bolsonaro ter sido mais longa e delicada do que se imaginava, foram mantidos os prazos de retorno às atividades e de recuperação.

Bolsonaro deve voltar a despachar na manhã de quarta (30) e contará com um gabinete provisório em uma sala no Einstein, no mesmo andar de seu quarto.

Ele deve permanecer na UTI durante todo o período de internação. A decisão é vista como uma medida de precaução.

"Foi uma cirurgia longa. Por mais que não sangre, o paciente perde líquidos, desidrata, inflama muito. Isso pode fazer a pressão cair e o coração disparar nas próximas 24 horas", afirma Diego Adão Fanti Silva, cirurgião do aparelho digestivo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A previsão de alta está mantida para daqui a dez dias, mas a evolução do quadro será analisada pelos médicos.


O GSI (Gabinete de Segurança Institucional), sob o comando do general Augusto Heleno, montou uma estrutura para que o presidente possa manter a rotina de despachos.

O Palácio do Planalto levou à capital paulista auxiliares técnicos e que dão suporte jurídico para a tomada de decisões do chefe do Executivo.

O escritório improvisado contará com um computador com internet, uma impressora e um telefone fixo. O espaço permitirá ainda que Bolsonaro se comunique com ministros e outros auxiliares que estejam fora de São Paulo por meio de videoconferência.

O governo trouxe também assessores de comunicação, como o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, para a realização de informações diárias sobre a saúde do presidente e atos do Executivo.

Procedimento

A cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal foi encerrada na tarde desta segunda-feira (28), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após 7 horas.

A grande quantidade de aderências (partes do intestino que ficam coladas) levou a equipe médica a mudar a técnica cirúrgica, executando um procedimento mais complexo e demorado do que se esperava.

A opção mais simples era religar as duas pontas do intestino grosso, que estavam separadas, para que o trânsito intestinal voltasse ao normal.

A outra, que teve de ser adotada, exigiu a união de uma alça do grosso com o delgado. Para que isso acontecesse, a parte do intestino grosso que estava conectada à bolsa de colostomia foi removida.

"Foi realizada anastomose do íleo com o cólon transverso, que é a união do intestino delgado com o intestino grosso", informou o boletim médico do Einstein. "O procedimento ocorreu sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue", continua o texto.

Bolsonaro foi encaminhado para a UTI depois da cirurgia em situação "clinicamente estável, consciente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, prevenção de infecção e de trombose venosa profunda", afirma a nota do hospital.

Esta é a terceira cirurgia a que ele é submetido desde que sofreu uma facada, em setembro de 2018, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

A Presidência foi assumida na manhã desta segunda pelo vice, general Hamilton Mourão, que ficará no cargo nas primeiras 48 horas seguintes à operação.

Questionado sobre os custos e o pagamento da cirurgia de Bolsonaro, o porta-voz da Presidência, , general Otávio Rêgo Barros, informou apenas que não tinha os dados disponíveis, mas que iria verificá-los. Com informações da Folhapress.

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