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Crime

Bolsonaro pede novo advogado para se livrar de ação no STF contra incitação de estupro

13 abril 2018 - 15h33Por Redação Notícias VIP
O deputado federal e pré-candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pediu ajuda a um novo advogado para tentar ser inocentado das acusações de uma ação na qual ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro responde por injúria e calúnia e por incitação ao crime de estupro. A preocupação do deputado é intensificada, pois com uma condenação ele pode ter a sua campanha comprometida.

O parlamentar reforçou sua defesa com o advogado Antônio Moraes Pitombo, que tem experiência em casos no STF, ele é réu por ofensas contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Em dezembro de 2014, disse que não a estupraria "porque ela é muito feia" e que a parlamentar, por isso, "não merece ser estuprada".

Pitombo já atuou no mensalão, e chegou a ter rusgas com o relator daquele processo, o então ministro Joaquim Barbosa, que presidiu o STF e atualmente é apontado como presidenciável pelo PSB. Ano passado, Pitombo atuou na defesa do agora ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, na denúncia oferecida por Rodrigo Janot, ano passado, contra o presidente Michel Temer. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, era o terceiro acusado por Janot. Os três se livraram com a rejeição da denúncia pela Câmara.

O Principal ponto de estratégia de defesa para o deputado é protelar e retardar ao máximo o desfecho do caso. Uma das linhas é atrasar o quanto der não só o seu depoimento como o das testemunhas arroladas para defendê-lo, todos os deputados. Essa é a acusação dos defensores de Maria do Rosário.

"Resta nítida a pretensão da defesa em protelar indefinidamente o regular andamento do presente feito. A demora em se dar uma resposta efetiva, ou a ausência de?responsabilização do réu, por sua vez, dá razão a um sentimento de impunidade coletiva", afirmou o advogado Cezar Britto, que atua na defesa da deputada, em petição protocolada no STF nessa semana pedindo agilidade no caso.

Comunicado em novembro do ano passado para ser ouvido como testemunha de Bolsonaro, o deputado Pastor Eurico (PEN-PE) informou recentemente que "estará à disposição" somente a partir de 25 de agosto. Outra testemunha, o deputado Rogério Marinha (PSDB-RN), pediu para ser ouvido no STF em 15 ou 16 de maio. Ele também foi comunicado no final do ano passado. O prazo inicial para serem ouvidos seria até 15 de abril de 2018, segundo a defesa.

 Com informações do portal Gazeta do Povo
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