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Com Romero na berlinda por acusações de estrupo, professora da UFMS pode virar vereadora

Comissão de Ética já está ciente da denúncia, mas não há nenhuma ação em vista

23 janeiro 2019 - 11h31

Caso o vereador pela REDE Sustentabilidade, em Campo Grande, Eduardo Romero, tenha o mandato cassado, quem assume a vaga de vereador é a professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,  Ordália, do partido Verde. O parlamentar é investigado por estuprar um adolescente de 13 anos. Ele nega.

A denúncia veio à tona por meio de reportagem exclusiva do TopMídiaNews, nesta terça-feira (22). Ele teria abusado do menino que acompanhava o tio em uma reforma na casa do parlamentar.

A Câmara Municipal de Campo Grande está em recesso. No entanto, a Comissão de Ética da Casa de Leis, presidida por Airton Araújo (PT), informou que o assunto será levado informalmente para análise e ainda não há uma posição do que pode acontecer com o mandato do vereador.

No entanto, como primeira suplente da coligação PV-REDE, na última eleição municipal, está a professora Ordália Alves de Almeida, 58 anos. Ela tem 32 anos como docente da UFMS e é doutora em Educação, pós-doutora em Sociologia da Infância e diretora da Faculdade de Educação da instituição.

Na eleição de 2016 em Campo Grande, Ordália teve 1.656 votos. Em 2018, ela também disputou uma vaga na Câmara Federal nas últimas eleições pela coligação PV, REDE PC do B, recebeu 5.690 votos, mas não foi eleita. A professora se encontra em férias, em viagem internacional, por isso não foi possível o contato.

O caso

Eduardo Romero (Rede), vereador por Campo Grande, é suspeito de estuprar um adolescente de 13 anos. O crime teria ocorrido em 12 de novembro de 2017 e tem sido mantido em segredo de Justiça desde então.

Para a polícia, a mãe da vítima contou que estava estranhando o comportamento do filho, que não queria mais ir à escola, reclamava muito de dores de cabeça e estava bastante arredio. De tanto insistir, o rapaz resolveu contar o ocorrido para a família.

Segundo o boletim de ocorrência, o cunhado da denunciante, tio da vítima, tinha chamado o adolescente para ajudar na reforma da casa do vereador. No local, o rapaz ajudava entregando fios para o tio, que estava na laje realizando a obra.

Consta no boletim que o autor, Eduardo Romero, “chegou à casa e viu que a vítima estava sozinha, sendo que o mesmo chamou a vítima em um quarto e falou o seguinte: ‘posso pegar no seu p...?’".

A vítima, de acordo com a mãe, respondeu não. Mesmo assim, Romero teria insistido, fazendo sexo oral na vítima e obrigando o adolescente a retribuir. Ainda conforme a mãe, o vereador ainda convidou o rapaz para retornar à casa depois.

Conforme o registro policial, Romero inicialmente negou o fato, mas “após quinze minutos Eduardo mandou uma mensagem chamando a comunicante e seu marido para conversarem”. No local, segundo o BO, o vereador “confessou o ocorrido e disse que fez o que fez porque estava sob efeito de drogas”.

A mãe disse à polícia que o suspeito pediu desculpas, chorou muito, mas ela e o marido resolveram registrar a ocorrência por causa do estado emocional do filho.

Em nota divulgada através das redes sociais,  Romero declarou que a acusação de estupro é “totalmente falsa e indevida”. “Estar na política te transforma em inimigo de muita gente, e não medem esforços para prejudicar e tirar de cena”, diz.

Romero destaca que “a justiça está fazendo seu trabalho e em breve teremos as respostas”. Completa ainda que confia na Justiça e em Deus. “E tenho a consciência tranquila”.

 

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