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Política

Históricos de cassação de mandato mancha 'reputação política' de Miranda

28 abril 2018 - 20h53Por Redação Notícias VIP
Terra do ex-governador de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Pedro Pedrossian, que morreu em agosto do ano passado, aos 89 anos de idade, a cidade de Miranda, famosa nacionalmente por ser a porta de entrada do Pantanal sul-mato-grossense, exuberante e uma das maiores planícies de sedimentação do mundo, ano após ano, desde 2004, vem sendo notada por outra razão, nada a ver com patrimônio ambiental: escândalos eleitorais.

Último acontecimento, ocorrido na sexta-feira (27), arranha ainda mais a reputação da classe política da cidade. Desta vez, o juiz eleitoral Alexandro Motta determinou a cassação dos mandatos da prefeita Marlene de Mattos Bossay, do vice-prefeito, Adailton Rojo Alves, ambos do MDB e também do filho de Marlene, Alexandre Bossay, vereador do PSDB.

Para segurar o mandato que expiraria em 2020, Marlene terá de convencer o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de que a denúncia por compra de votos, em 2016, é improcedente. Missão difícil, já que há depoimentos e imagens gravadas do filho Alexandre distribuindo cestas básicas aos moradores da Lalima, aldeia indígena, que fica a uns cinco quilômetros da cidade.

À época do crime eleitoral, em setembro daquele ano, Alexandre foi até preso e solto depois por força de recurso judicial.

Em 2013, por duas ocasiões, entre março a abril, a então prefeita da cidade, Juliana Almeida, à época do PT, e o vice-prefeito Sidnei Barbosa, do PSC, também foram cassados, justo por crime ligado a compra de votos.

E note o motivo das cassações de Juliana, segundo o juízo eleitoral: ?por pagamento de diversos eleitores da Aldeia Lalima da quantia de R$ 70,00, com a finalidade única e específica de obter seus votos?.

Pouco mais de um ano depois, em julho de 2014, Juliana retomou o mandato graças um recurso concordado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

E sabe quem havia substituído Juliana no período de afastamento? Marlene Bossay. E, à época, ela também foi denunciada por participar ?pessoalmente? de um suposto esquema de compra de votas em troca de vantagem financeira e distribuição de cargos públicos por apoio eleitorais. Tais suspeitas foram, inclusive, gravadas em vídeos e exibidos pela internet.

Em 2004, a então prefeita da cidade, Elizabeth Almeida, do PT, que disputava à reeleição, teve a candidatura barrada em primeira instância. Ainda assim foi a mais votada. Ela foi acusada de ofertar materiais de construção a um índio. Mas conseguiu o mandato. No fim  de 2007, Beth renunciou ao cargo alegando problema de saúde.

 

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