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POLÍTICA

Miliciano que ri por último já riu primeiro também

02 fevereiro 2019 - 07h40

Com a decisão do STF de manter a investigação das movimentações financeiras milionárias do motorista do garoto mais velho do capitão presidente na Justiça do Rio, só restou ao clã dos Bolsonaro permanecer entrincheirado no Einstein. Com a negativa do pedido de suspensão das investigações do MP a situação de "Flavinho" pode se complicar.

Como, por exemplo, ele vai esconder as relações íntimas e perigosas que cultivou durante mais de uma década com os chefes das milícias do Rio? Dois deles são suspeitos de agiotagem, grilagem de terras, extorsão de moradores e comerciantes e pagamento de propinas. O Major Ronald Paulo Pereira, preso em janeiro pela Polícia Civil, foi condecorado pelo então deputado Flávio Bolsonaro por Louvor.

Já o ex-capitão do BOPE Adriano Magalhães da Nobrega, vulgo Gordinho, tido pelo MP como chefe do grupo miliciano Escritório do Crime e suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, está foragido. Gordinho também foi homenageado na Alerj. Mãe e esposa de Gordinho trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Segundo o Coaf, Raimunda, mãe do miliciano, depositou 4,6 mil reais na conta milionária do motorista de Flávio, o ex-capitão Fabrício Queiroz. Se for confirmado que as balas disparadas contra Marielle foram mesmo de armas de milicianos ligados a Adriano Gomes, elas podem ricochetear e ferir de morte pai e filho do clã. Mas isso vai depender muito das investigações do MP e da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Será que eles terão liberdade para isso?

Será que os interesses do clã não irão mesmo se sobrepor ao processo? No meio do possível tiroteio, Bolsonaro despacha de um dos quartos do Hospital Albert Einstein. Mesmo local onde há pouco tempo Fabrício Queiroz dançou às gargalhadas ao lado das filhas quase que num deboche por ter escapado de um depoimento para o Ministério Público do Rio. No Brasil da impunidade, quem ri por último já riu primeiro também. Com informações, Brasil 247.

violência contra a mulher

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