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Moro pode sair do governo Bolsonaro, por causa da demissão de Valeixo da diretoria da PF, publicada hoje no DOU.

Na última quinta (23), em conversa com Bolsonaro, Moro havia revelado que se Valeixo saísse, ele deixaria o ministério.

24 abril 2020 - 10h02Por Plantão N.V

Nesta sexta (24), aliados do ministro da Justiça, Sergio Moro, revelaram que ele foi pego de surpresa com a publicação da exoneração do delegado Maurício Valeixo, agora ex-diretor-geral da Polícia Federal. Segundo o texto publicado, a exoneração ocorreu “a pedido”.

No entanto, o ministro Sérgio Moro foi pego de surpresa pela exoneração de Valeixo – que não ocorreu “a pedido” como diz o Diário Oficial – e por isso deve anunciar sua saída do governo em entrevista coletiva às 11 horas na sede do ministério.

A exoneração do diretor-geral da PF, no Diário Oficial, aparece assinada por Moro e Bolsonaro. Porém, de acordo com fontes ligadas ao ministro, o nome dele aparece por formalidade.

A Polícia Federal é subordinada ao ministro da Justiça. Sendo assim, em casos como esse, o ministro da Justiça deve assinar a exoneração.

Para o documento ser publicado com assinatura do ministro, mas sem o consentimento dele mesmo, foi mais um movimento que confirma que a saída de Valeixo não estava combinada com o ministro.

No documento publicado consta que exoneração foi “a pedido”, ou seja, o próprio servidor pede demissão. No entanto, fontes confirmam que Valeixo não pediu demissão, foi exonerado. Considerava que não havia motivo objetivo para que não permanecesse no cargo.

Na última quinta (23), em conversa com Bolsonaro, Moro havia revelado que se Valeixo saísse, ele deixaria o ministério.

Por Estado: AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO | NACIONAL

Bolsonaro recua e não troca comando da PF; Moro quer escolher substituto

Bolsonaro recuou e adiou, por ora, a demissão do delegado do comando da PF.

ministro Sergio Moro pediu demissão a Jair Bolsonaro ao ser informado pelo presidente da decisão de trocar a diretoria-geral da Polícia Federal, hoje ocupada por Maurício Valeixo. No entanto, Bolsonaro recuou e adiou, por ora, a demissão do delegado do comando da PF.

A tentativa de Bolsonaro de trocar o comando da PF levou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a pedir demissão do cargo. Em reunião na última quarta-feira (22), Moro afirmou que se demitiria na hipótese de exoneração de Valeixo. O delegado é um homem de confiança do ministro na PF, órgão vinculado à pasta da Justiça.

O entendimento é que Valeixo deixe o cargo nos próximos meses. Atualmente, de acordo com interlocutores do ministro, o ponto principal do embate entre Moro e Bolsonaro não é mais garantir a permanência de Valeixo no cargo, mas sim escolher o sucessor dele. O atual ministro Sérgio Moro quer ter poder na nomeação do sucessor.

Os demais ministros conseguiram convencer Bolsonaro a manter Valeixo no cargo. Segundo o site Valor Econômico, do “O Globo”, ao menos três generais ligaram para Moro, que também recebeu diversas mensagens de parlamentares ligados a Jair Bolsonaro. Todos eles pediram para que o ministro fique no cargo.

 

O ministro Sérgio Moro tem receio, no momento, que um delegado de perfil político, e não técnico, assuma o comando da Polícia Federal. O preferido de Bolsonaro para assumir a PF é o delegado Anderson Gustavo Torres, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Ele tem o apoio do governador Ibaneis Rocha e do MDB. Além disso, Torres é amigo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

No dia 22, ontem, Ibaneis e o presidente conversaram sobre a troca de comando em reunião ocorrida no Palácio (sem a presença de Moro). O Ministro ficou sabendo do encontro depois, através de um assessor.

Além de Torres, o diretor da Agência Brasileira de Informação (Abin), Alexandre Ramagem, também é cotado para dirigir a PF. Ele conta com o apoio do vereador carioca Carlos Bolsonaro e a simpatia do general Augusto Heleno.

De costume, quando o diretor-geral da PF deixa o cargo, ele indica ao menos três nomes de potenciais substitutos e os entrega ao ministro da Justiça, que os submete ao presidente da República.

 

Fonte: Concurso

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