Menu
Busca Qua, 23 de setembro de 2020
(67) 9.9928-2002
Política

Onyx confessa caixa 2 e faz acordo com PGR para extinguir investigação Por Ricardo Brito

03 agosto 2020 - 14h24Por Plantão de notícias

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em que confessou ter recebido recursos de caixa 2 nas eleições de 2012 e 2014 e pagará uma multa de 189 mil reais para encerrar a causa, segundo nota da defesa do político e uma fonte da PGR com conhecimento do assunto.

A investigação contra Onyx, que é deputado federal licenciado, havia sido requerida pela PGR no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo como base a delação feita por executivos da JBS, a processadora de carne controlada pelo grupo J&F.

“A defesa do deputado federal Onyx Lorenzoni firmou acordo de não-persecução penal com a Procuradoria-Geral da República. Ele admitiu o recebimento de doações em sua campanha eleitoral para deputado federal e pagará R$ 189 mil como prestação pecuniária, recursos que buscará através de empréstimo bancário”, informou a defesa dele.

 

Os advogados do ministro disseram que ele decidiu procurar as autoridades com a intenção de colaborar e dar um desfecho final ao processo. “Recordamos também que, quando a delação da JBS veio a público, o deputado Onyx desconhecia a origem do recurso”, reforçou a defesa.

Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e um dos coordenadores da campanha dele à Presidência em 2018, Onyx foi um dos relatores das 10 medidas de combate à corrupção na Câmara dos Deputados.

O acordo de não-persecução penal firmado pela defesa com a PGR é o primeiro da gestão Augusto Aras. Na prática, o Ministério Público desiste de tentar qualquer tipo de punição contra Onyx, que, ao admitir o delito, pagará uma multa.

A fonte da PGR disse à Reuters que Onyx admitiu ter recebido, de forma não contabilizada, 100 mil reais da JBS quando era presidente do DEM gaúcho nas eleições municipais de 2012 e outros 200 mil reais do mesmo grupo quando concorreu a deputado federal em 2014.

O documento com o acordo foi encaminhado ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, a quem cabe homologar os termos do acerto.

RACISMO NÃO!

Deixe seu Comentário

Leia Também

Rio de Janeiro
Vai vendo ...
Mundo
Torre Eiffel é esvaziada em Paris Informação é da equipe de imprensa da torre
Brasil
Elias Maluco é encontrado morto dentro de cela
Campo Grande
Mulher é encontrada morta com ferimentos graves dentro do banheiro no fundo de um salão de cabeleireiros
Fronteira
Foram presos contrabandistas, entre eles um dos policiais da Operação Omertà.
Brasil
Quase uma tonelada de maconha nos fundos de igreja
Saúde
Campo Grande tem 28.593 casos e 463 novos óbitos
Paranaíba
Filho que bate em mãe, se dá muito mal.
Brasíl
Nem Moro, Nem Azevedo, Nem Bolsonaro e nem Marito , eles todos não conseguiram dar garantias de segurança na fronteira" disse jornalista paraguaio.
Brasilia
Ao STF, Aras diz que decisão sobre reeleição de comandos da Câmara e Senado é assunto interno