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OPERAÇÃO DA PF EXPÕE BANDA PODRE DO SISTEMA S

Desafio do governo será preservar ações de formação, cultura e lazer promovidas pelas entidades

19 fevereiro 2019 - 14h55

A prisão na manhã desta terça-feira de dirigentes das federações da indústria e do presidente da CNI, órgão máximo do sistema sindical patronal industrial, Robson Andrade, ajudará o ministro da Economia, Paulo Guedes, na tarefa de separar joio do trigo na reforma do Sistema S.

Desde o ano passado, o ministro anuncia o plano de “passar a faca” na fonte de financiamento de entidades como Sesi, Sesc e Senac, mantidas com valores descontados em folha de pagamentos de funcionários da indústria e do comércio. Algo estimado em quase R$ 20 bilhões anuais.

A maior parte desses recursos financia a formação profissional de 3,3 milhões de jovens, bem como atividades de cultura e lazer a funcionários de empresas e comunidade do seu entorno. Promove bem-estar social em nível de primeiro mundo, sem distinção de classe social e fundamental por entregar justamente aquilo que o Estado promete, mas quase nunca cumpre.

Outra parcela desses recursos ajuda a sustentar um sistema de federações da indústria controlado há décadas por um mesmo grupo de dirigentes sindicais patronais, que administram dinheiro público mas se reconhecem apenas como entidade de Direito Privado. Em outras palavras, são os dono do dinheiro, mas não os donos da empresa.

Nos últimos anos, não faltaram provas de uso de parte desses recursos para fins não republicanos, mas a reação de polícia e Judiciário se deu a passos de tartaruga.

O mesmo Robson Andrade, preso nesta terça, sempre transitou com desenvoltura entre tucanos, petistas e políticos de toda ordem. Deu R$ 1 milhão da Fiemg a Fernando Pimentel (PT), então ex-ministro, para realizar palestras que nunca existiram, em 2011. Em delação, o operador financeiro do petista Benedito Rodrigues contou que outro milhão foi desviado três anos depois da Olimpíada do Conhecimento, evento realizado pela CNI, para a campanha do petista ao governo mineiro.

No Rio de Janeiro, o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, foi preso na Lava Jato e é suspeito de comandar pagamentos de quase R$ 200 milhões a escritórios de advocacia para fins escusos, entre eles o da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Em São Paulo, Paulo Skaf foi acusado pelo marqueteiro da Fiesp, Renato Pereira, de usar recursos da entidade para promoção pessoal. Nesta terça, foram presos ainda os presidentes de federações de indústria de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Que a faca de Guedes seja cirúrgica. Com informações, O Globo.

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