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Nelsinho Trad e Soraia são contraditórios demais, políticos velhos.

17 maio 2019 - 08h00Por Plantão de notícias

Os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) não quiseram dar o exemplo de aderir ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e optaram pelo privilégio de ter aposentadoria especial, que pode lhes garantir benefício de R$ 33.763 por mês. Caso seguissem o exemplo da maior parte dos deputados federais sul-mato-grossenses, eles só teriam direito a receber, no máximo, 5.839,45.

Simone Tebet (MDB) é a única senadora do Estado que não aderiu ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC). De acordo com o jornal Gazeta do Povo, do Paraná, dos 81 senadores, 41 optaram pela previdência especial e poderão receber valor acima do teto, um benefício tirado dos brasileiros “normais”.

Ao optar pelo plano especial, os senadores pagam 11% sobre o salário de R$ 33.763 e serão os últimos a ter a opção a este benefício. A reforma da previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) acaba com o privilégio para os parlamentares que serão eleitos a partir de 2022.

Como terão direito a receber aposentadoria de R$ 964,65, por cada ano contribuído, Nelsinho e Soraya terão direito a receber aposentadoria de R$ 7.717,20 por mês caso só exerçam um mandato de senador. Isso significa que, caso não sejam reeleito, já receberão aposentadoria 32% acima do valor máximo pago aos demais brasileiros.

Ao jornal paranaense, Soraya Thronicke rechaçou o termo “aposentadoria especial” para senadores. “Os parlamentares contribuem com a previdência no período em que estão trabalhando para o País, e, por isso fazem jus à previdência, com regras até mais rígidas que outros regimes, uma vez que não há distinção entre homens e mulheres”, justificou-se a parlamentar.

Por meio da assessoria, Nelsinho Trad disse que “fez a opção” e “assim como todos os brasileiros, poderá se aposentar somente após cumprir os 35 anos de contribuição”.

Só que a maioria dos brasileiros não deverá receber o valor integral. Pela Reforma da Previdência, que será votada pelos três senadores, os trabalhadores só poderão receber salário integral se tiver a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens e contribuir por 40 anos.

Contudo, mesmo que contribua por 45 anos, o trabalhador nunca terá o mesmo benefício de Nelsinho e Soraya, porque o valor máximo a ser pago pelo INSS é de R$ 5.839,45.

A proposta de Bolsonaro prevê outras medidas até maldosas, como a redução do valor do benefício pago a idosos, doentes e deficientes pobres, de R$ 998 (um salário mínimo) para R$ 400. O abono do PIS só será pago aos trabalhadores que ganham um salário mínimo. Atualmente, o Governo paga um mínimo para quem até dois salários.

Os parlamentares também podem aprovar o fim da aposentadoria especial para professores e tornar as regras mais duras para os trabalhadores rurais.


Dos três senadores de MS, Simone seria a única que não aderiu ao plano especial (Foto: Arquivo)

Para minimijar o impacto da reforma na opinião pública, dos oito deputados federais, cinco rejeitaram o privilégio e aderiram ao regime.

Fábio Trad (PSD) aderiu ao PSSC, conforme a Gazeta do Povo. No entanto, conforme a assessoria, o deputado recuou e protocolou o pedido desistindo da aposentadoria especial, mas também nem precisa com tamanha força financeiro-politica.

Vander Loubet (PT) é o único que continua firme no plano especial. Bia Cavassa (PSDB) foi procurada por semanas, mas não se manifestou, mas certamente se penderou no cabide.

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