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POLÍTICA

Políticos do Progressistas buscam ‘se aparecer’ já que não apresentam trabalho decente

16 maio 2019 - 14h25

Se o Progressistas está se deteriorando, quem consegue manter o partido, seus vereadores?

Valdir Gomes, Darlengh, Cazuza, vereadores da Capital, fizeram pouco ou nada pelo partido. Muitos votos, sim. Evander Vendramini e Gerson Claro, deputados estaduais, sim. Mas o que era o antigo Partido Progressista (hoje Progressistas)? Quem lhes deu guarida quando eram apenas uma promessa?

Talvez caiba fazer uma avaliação, afinal é necessário rever os passos que foram dados no passado para programar o presente e avaliar o futuro. É provável que as traições de hoje causem desconfiança nos futuros partidos que pretendam filiar esses parlamentares, afinal “cesteiro que faz um cesto, faz um cento”.

Ainda que reclamem da falta de investimento nas suas campanhas, foram eleitos na esteira dos mais de 47 mil votos de Bernal. Ainda que reputem suas eleições por alianças municipais, elas foram proporcionadas pelo impulso de uma sabida ótima eleição do, então, ex-prefeito da Capital.

Darlengh ganhou projeção a partir de sua nomeação como secretária da gestão Bernal; Valdir Gomes foi ignorado por todos os partidos considerados “grandes”, mas foi abrigado por Bernal; Cazuza esteve desde sua primeira eleição com Bernal; Evander Vendramine, ainda que apoiado pelo PSDB em Corumbá, contou muito com quem lhe permitiu projeção na política; Gerson Claro ficou abandonado por seu partido após as denúncias em relação à sua gestão no Detran, quem lhe deu guarida(?), o PP.

Se todos souberam buscar apoio no PP naqueles momentos, quais motivos agora não conseguem encontrar o escritório do presidente regional do partido? Por que agora eles também não conseguem forçar um diálogo? Se não houve, como declaram, apoio financeiro para suas campanhas, por que hoje, divulgam na mídia que lhes faltou esse apoio? De onde, então, veio a verba para suas campanhas? Amigos, apoiadores, ou de seus próprios bolsos?

Na era da Selfie, todos querem postar imagens ao lado dos vencedores, mas quem os fez vencedores? Se os vereadores e o deputado Vendramini obtiveram sua eleição, não foi pelo acordo partidário costurado por Bernal? E se ele teve capacidade de costurar tal acordo, por que lhe acusam de ser intransigente nas conversas com seus próprios eleitos?

Quem acompanha o dia-a-dia da Câmara Municipal de Campo Grande observou, e observa, que os vereadores eleitos pelo PP acompanham todas as disposições e pedidos do prefeito Marquinhos Trad, ainda que impopulares, injustas, ou burras. Deram, e dão, todo o apoio a um secretariado, se não incompetente, inoperante. Fizeram vistas grossas e ouvidos moucos ao desleixo da Saúde, da Infraestrutura, da Educação. Não houve cobrança pela epidemia de Dengue, nada a criticar o fato de os kits escolares não haverem sido entregues – previsto para agosto ou setembro –; a cidade afundada em buracos, aliás, crateras, e com a periferia abandonada, mato impedindo o ir e vir, mas o centro tem (mal)cuidados especiais; reflexo de obras mal elaboradas e mal feitas, enchentes a cada chuva; o centro sendo reestruturado de maneira desleixada e causando prejuízos aos comerciantes e cidadãos (tudo isso reflexo do ex-prefeito, maninho mais velho do caçulinha).

Será isso reflexo de um sonhado acalanto por parte dos partidos mais “fortes” e que definham, deterioram, e perdem a confiança da população? Querem maior exposição, um naco maior na verba partidária, para serem apenas um número a amigalhar votos para eleger outros? Somados os votos de todos os eleitos pelo PP, chegam perto dos mais de 47 mil votos de Bernal?

Alguns, mais que outros, buscam exposição, até “causando” na justiça, como se isso lhes garantissem votos. A cada reunião informam as mídias, a cada denúncia avisam com antecedência os meios de informação para garantir a exposição que não conseguem pelo seu trabalho, até porque trabalham pouco, ou nada. Se não conseguem sair de sob as botas dos mandatários, como buscar conquistar a presidência regional de um partido, que tem características próprias, estatuto e direcionamento?

Desculpem, senhores e senhora, deputados e vereadores, que não têm voz ou força para se contrapor a tudo aquilo que de errado se faz, mas se tornam fortes quando a discussão é, ou deveria ser interna de uma sigla partidária, mas ganha ares de conflito quando divulgado de forma tão exacerbada para conquistar notícias e divulgar seu nome, já que seu trabalho não o faz.

 

 

Jornalista Dirceu Martins

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