Menu
Busca Qua, 27 de janeiro de 2021
(67) 9.9928-2002
Propina

R$ 50 mil por mês era a mesada de Aécio, disse Joesley em delação

20 abril 2018 - 08h22Por Redação Notícias VIP
Durante dois anos, o senador Aécio Neves (PSDB) teria recebido uma mesada de R$ 50 mil por mês de Joesley Batista, sócio do frigorífico JBS. A afirmação é do próprio empresário e consta de um anexo entregue em agosto de 2017 à Procuradoria-Geral da República (PGR), como parte de sua delação.

O relato foi obtido pela Folha de S.Paulo e publicado nesta sexta (20) pelo jornal paulista. Segundo Joesley, Aécio teria solicitado os pagamentos num encontro no Rio de Janeiro, para o custeio mensal de suas despesas.
O empresário, diz a Folha, entregou à PGR 16 notas fiscais emitidas entre 2015 e 2017 pela Rádio Arco Íris, afiliada da Jovem Pan em Belo Horizonte, relativas a serviço de publicidade, de patrocínio do Jornal da Manhã, um programa da emissora. Na soma dessas notas, a JBS pagou R$ 864 mil à rádio, que pertence à família de Aécio  em setembro de 2016, o senador vendeu sua participação a Andrea Neves, sua irmã.

Joesley Batista não soube dizer se a rádio de fato veiculou publicidade para a JBS, como informam as notas, mas reforçou que o objetivo era repassar R$ 50 mil mensais a fim de manter bom relacionamento com o senador.
Em denúncia aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a PGR afirma, com base em relações dos sócios da JBS, que o frigorífico repassou R$ 60 milhões a empresas indicadas por Aécio Neves, além de ter pago políticos para participarem da coligação do tucano, que naquele ano disputou a eleição para a Presidência da República, sendo derrotado pela petista Dilma Rousseff.

Com base na denúncia da PGR, que também menciona suposta propina de R$ 2 milhões paga por Joesley para Aécio, o senador virou réu nesta semana, suspeito de corrupção passiva e obstrução à Justiça. Ele responde ainda a outros oito inquéritos no STF.

Outro lado

O advogado de Aécio Neves, Alberto Toron, disse à Folha de S.Paulo que Joesley se aproveita de uma relação comercial lícita para forjar mais uma falsa acusação. Toron confirmou a relação entre a JBS e o senador, mas negou ter havido pedido para custeio de despesas pessoais do tucano.

Ainda segundo a Folha, Toron apontou que a falta de credibilidade e as sucessivas mentiras e omissões praticadas pelo delator levaram a PGRa pedir a rescisão dos benefícios de sua delação e contribuem para desqualificar mais uma mentira desse cidadão.

A Rádio Arco Íris disse que a relação com a JBS era estritamente comercial, comprovadamente correta, legal e legítima na prestação de serviços publicitários. E afirmou que tal relação está documentada em trocas de e-mails com setores de marketing de marcas como Vigor, Itambé e Seara, que pertencem à JBS. Também encaminhou à Folha cinco comerciais veiculados em sua programação.

violência contra a mulher 2

Deixe seu Comentário

Leia Também

Campo Grande
Presidente da Alems, Paulo Corrêa assume como governador em exercício de MS, nas férias de Reinaldo Azambuja
Campo Grande
Dono de hotel é detido com droga e dinheiro no centro
Campo Grande
Agentes da PRF interceptam carga de 9,5 tonelada de maconha na MS-276
Campo Grande
Onça solta no Pantanal já se alimentou e até atravessou o Rio Paraguai a nado
Covid 19 em MS
MS registra 1.047 novos casos; outros 5,2 aguardam encerramento
Marido matou esposa com 17 tiros após churrasco de família em fazenda de MS
Campo Grande
Quatro presos fogem do presídio de segurança Máxima de madrugada
Três Lagoas
Homem agride companheira e é preso por menina.
Covid 19
Janeiro registra mais de 460 óbitos por coronavírus e já é o 3º pior mês da pandemia
Tempo
Terça-feira de tempo claro, calor e pancadas de chuva à tarde