Menu
Busca Qua, 05 de maio de 2021
(67) 9.9928-2002
Brasíl

Responsáveis pela vacina Sputnik V questionam decisão da Anvisa

Em nota, organizações rebatem as ponderações feitas pela agência

27 abril 2021 - 20h44Por Agência Brasil-EBC

O Instituto Gamaleya e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, responsáveis pela produção da vacina Sputnik V, divulgaram nota hoje (27) questionando a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de negar a importação de doses do imunizante, tomada ontem.

Segundo as instituições, a decisão da Anvisa “nada tem a ver com o acesso do regulador à informação ou à ciência”. Na nota, as organizações rebatem as ponderações e críticas feitas pela equipe técnica e conselheiros da Anvisa.

De acordo com as entidades russas, não foram encontrados adenovírus competente para replicação, um dos pontos levantados pela Agência. Apenas os vetores adenovirais E1 e E3 são usados na fabricação da vacina, ambos inofensivos para o corpo humano.

A qualidade e segurança, acrescenta o comunicado, seriam garantidas por uma tecnologia de purificação de quatro estágios. Sobre a falta de acesso aos locais de fabricação por técnicos da Anvisa, a nota das entidades diz que a equipe teve acesso “a todos os documentos relevantes, bem como aos locais de pesquisa e produção”.

Sobre dúvida em relação aos processos de esterilização, a nota das instituições coloca que os locais inspecionados “forneceram protocolos de avaliação de risco e também a carta oficial de compromisso que dizia claramente que a validação da filtração esterilizante será realizada e os resultados serão enviados à Anvisa”.

O Fundo e o Instituto Gamaleya argumentam que a eficácia e segurança foram confirmados por 61 reguladores nacionais em países onde a vacina foi autorizada. Ainda conforme os autores da nota, estudo com 3,8 milhões de pessoas teria apontado eficácia de 97,6%.

O comunicado menciona estudos realizados em diferentes países com resultados favoráveis ao imunizante russo, como um realizado pelo governo da Hungria, outro do governo do México e outro do Ministério da Saúde da Argentina.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria da Anvisa sobre as alegações da nota e aguarda retorno.

Edição: Claudia Felczak

violência contra a mulher

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasília
Senadores comemoram liminar do STF que obriga governo a realizar o censo
Brasíl
Publicada MP de flexibilização trabalhista para enfrentamento da crise
Polícia
Polícia Federal faz operação contra tráfico de drogas em cinco estados
Brasília
Aliada de Bolsonaro tem ligação com juiz que tentou tirar Renan da CPI da Covid
Esporte
Bahia goleia por 5 a 0 na Sul-Americana Tricolor de Aço vence o Guabirá, da Bolívia
Economia
Governo pagará R$ 418 milhões em salários no Dia do Trabalhador
Esporte
Libertadores: Santos é superado pelo Boca na Bombonera
Campo Grande
Há muita sujeira em Campo Grande, dizem moradores do Duque de Caxias
Esporte
Internacional se recupera na Libertadores com vitória sobre Táchira
Brasíl
Petrobras registra queda de 5% na produção no 1º trimestre do ano