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Saúde

Crise do coronavírus pode ficar "pior e pior e pior", alerta OMS Reuters Staff

GENEBRA (Reuters) - A pandemia de coronavírus tem o potencial de piorar muito se os países não aderirem às precauções básicas de saúde, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira.

13 julho 2020 - 13h30Por Plantão de Notícias

“Deixe-me ser franco, muitos países estão indo na direção errada, o vírus continua sendo o inimigo público número um”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista pela internet na sede da OMS, em Genebra.

“Se o básico não for seguido, o único caminho dessa pandemia será ficar cada vez pior e pior e pior.”

As infecções superaram a marca de 13 milhões em todo o mundo nesta segunda-feira, de acordo com uma contagem da Reuters, aumentando um milhão em apenas cinco dias, em uma pandemia que matou mais de meio milhão de pessoas.

 

Tedros, cuja liderança tem sido fortemente criticada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que de 230.000 novos casos no domingo, 80% eram de 10 países e 50% de apenas dois países.

Estados Unidos e Brasil são os países mais afetados.

“Não haverá retorno ao antigo normal no futuro próximo. Há muito com o que se preocupar”, acrescentou Tedros, em um de seus comentários mais fortes nas últimas semanas.

Tedros disse que a OMS ainda não recebeu uma notificação formal da saída dos EUA anunciada por Trump. O presidente norte-americano diz que a OMS se alinhou à China, onde a doença Covid-19 foi detectada pela primeira vez, no início da crise.

 

Trump, que usou uma máscara protetora em público pela primeira vez no fim de semana, foi ele próprio acusado por adversários políticos de não levar o coronavírus a sério o suficiente, algo que ele nega.

Uma equipe da OMS foi à China para investigar as origens do novo coronavírus, descoberto pela primeira vez na cidade de Wuhan. Os membros da equipe ficaram em quarentena, de acordo com o procedimento padrão, antes de começarem a trabalhar com cientistas chineses, disse Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS.

Reportagem de Stephanie Nebehay, Michael Shields e Silke Koltrowitz/Reuters

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