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Marcos Trad demonstra falta de competência para administrar Campo Grande, ao flexibilizar as medidas de isolamento social em momento de agravamento da pandemia da Covid 19

Hospitais entram em situação critica com superlotação, sem vagas na UTI e contra as recomendações dos infectologistas e SES.

31 julho 2020 - 07h00Por G1

Prefeito de Grande Marquinhos Trad (PSD), anunciou nesta quinta-feira (30) a flexibilização das regras de funcionamento do comércio e setor de serviços. Ampliou os horários e dias de abertura. Ele também reduziu o período do toque de recolher e disse que vai fazer blitz de trânsito por todas as regiões da cidade, para fiscalizar a lei seca, reduzir acidentes e a ocupação de leitos por vítimas de traumas.

As medidas, conforme disse o prefeito, visam preservar vidas, da pandemia do novo coronavírus e ao mesmo tempo assegurar a sobrevivência econômica de Campo Grande. Elas foram anunciadas por Trad ao lado do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital, Adelaido Vila, e o primeiro secretário da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acicg), Roberto Oshiro.

A flexibilização está sendo adotada em um período em que ocorre o agravamento da pandemia em Campo Grande, que é apontada pela secretária estadual de Saúde (SES), como um dos epicentros da doença em Mato Grosso do Sul. Nos últimos 10 dias, entre 20 de julho e está quinta-feira, 30 de julho, o número de casos na cidade, de acordo com dados da SES, cresceu 55,14%, saltou de 6.216 para 9.644.

O número de mortes provocadas pelo novo coronavírus aumentou ainda mais na capital no mesmo período, 80,3%, passando de 66 para 119. A taxa de ocupação de leitos de UTI disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com Covid-19, casos suspeitos e outras doenças e enfermidades, pelo sexto dia consecutivo, ficou nesta quinta-feira, conforme a SES, acima dos 90% nos hospitais de Campo Grande.

Trad fez uma avaliação de que as medidas mais restritivas adotadas pelo município nos últimos dois fins de semana, o que chamou de mini lockdow, não resultaram no efeito desejado, que era frear o avanço da Covid-19. Ele disse que algumas atividades econômicas saíram prejudicadas, e que esses segmentos deram sua contribuição, mas a população não.

Comentou que se o município fiscalizava o funcionamento de bares, para evitar as aglomerações, as pessoas começaram a fazer festas e reuniões em casa. Disse que em razão desse contexto, foi adotada a estratégica de fazer blitz de trânsito em todas as regiões da cidade, de modo a diminuir a mobilidade.

Disse que as blitz começam já nesta quinta-feira. Segundo ele, essa medida apontada pelos técnicos e pelas entidades ligadas ao comércio e serviços, deve diminuir a circulação de pessoas e veículos, impactando na redução do número de acidentes e consequentemente de pessoas que precisam de leitos de UTI, por conta de traumas ocasionados em acidentes de trânsito.

“De cada 100 leitos de UTI da nossa capital, 40% são ocupados por pessoas que sofrem traumas e violência humana. O percentual dos pacientes com Covid-19 é quase o mesmo e os outros 20% são causas naturais”, divulgou.

O prefeito disse que as novas normas de funcionamento de comércio, serviços e disseminação das blitz, foram definidas depois de uma reunião do grupo técnico da prefeitura com os representantes da CDL e da Acicg. As medidas vão valer do dia 1º a 16 de agosto. Confira quais são elas:

 

  • Toque de Recolher das 21h às 5h – antes era das 20h às 5h.
  • Funcionamento do varejo, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; Sábado e domingo das 9h às 16h – antes era das 9h às 17h e nos últimos dois fins de semana os estabelecimentos ficaram fechados.
  • Shoppings, todos os dias das 11h e fechamento às 20h.
  • Academias de ginástica, de segunda a sexta-feira, das 5h às 21h; Sábado das 5h às 16 e domingo fechado.
  • Salões de beleza, de segunda a sexta-feira, das 5h às 21h; Sábado das 9h às 18h e domingo fechado.
  • Restaurantes, de segunda a segunda, das 5h às 21h.
  • Supermercados, de segunda a segunda, das 5h às 21h.
  • Serviços essenciais (farmácias, hospitais, unidades de pronto atendimento, deliverys, farmácias, etc), 24 horas, de segunda a segunda.
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Por G1

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